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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

[domingos de andar por casa]

Consegui descansar um bocadinho mais que em todos os outros dias. Continuo doente.
Acordei com a máquina de café. Tomei o pequeno-almoço embuída no mimo que durante a semana não é possível. O meu pai andou a fotografar e fotografou-me também. Andei com ele, insegura e sem talento nessa arte. Confiou-me nas mãos a máquina dele e não fomos longe. Afinal temos tanto e tão perto. No próximo domingo, tenho a certeza de que esta natureza não será igual. Assim se transforma a simplicidade de hoje, na complexidade do amanhã.


[bom dia sábado]

 


Manhãs de sábado. Na minha terra.
Batia vento frio nos cabelos apanhados e espelhava o sol nos óculos.
Estava doente. E aquela corrente de ar, ao mesmo tempo que me enchia o peito de oxigénio, assustava-me de tão fria. Fotografei pedacinhos de céu, de terra e de mar e recolhi-me. Entrei na capelinha. Quem me queria abraçar, ja tinha chegado. E o melhor para quem vê gente partir para voltar, é reencontrar. São os abraços, os sorrisos e as palavras ditas com o olhar.
São as certezas de que as amizades ganham asas, mas não voam.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

[Às amizades que valem a pena]

Sempre que estou para ir de férias, tenho uma ansiedade que se apodera de mim nos dias que as antecedem. Mas no fim, quando estas terminam, chego sempre à mesma conclusão: Melhor que ir, é mesmo voltar. Quando vou, sinto sempre falta de qualquer coisa que não posso levar comigo. Desta vez, sinto mesmo falta de alguém que não pude, nem poderei, trazer comigo para além do coração.
Algumas das minhas grandes amizades estão fora do país e invariavelmente tenho que me habituar a amar de longe. Passei os melhores dias desta nova fase da minha vida junto de alguns deles, e trago agora, momentos e saudades. E desta vez, ao terminarem as férias, as certezas são diferentes: melhor que ter voltado, é mesmo ter ido. Obrigada.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Uma vez Coimbra, para sempre saudade"

Fui Coimbra uma vez, e outra, e outra vez mais duas. Fui Coimbra durante cinco anos. Vesti orgulho, vesti tradição. Vivi como me foi possível, como gostava. Nunca fui de grandes farras, mas sempre fui de grandes momentos. Por isso guardo em mim saudade dos tempos que me fizeram feliz, e dos que menos feliz me fizeram mas que melhor pessoa me tornaram.
Aquando as doze baladas, que se respeite o silêncio da Serenata Monumental, que se soltem lágrimas sem vergonha e que se arrepiem corpos pela saudade certa de um dia terem sido, ou de estarem a ser, Coimbra.


terça-feira, 7 de abril de 2015

[não quer dizer nada.]*

Às vezes não digo tanto quanto queria. Às vezes, mas só às vezes, fica tanto por dizer. Se calhar a ti em especial. A ti que me arrancaste as gargalhadas mais genuínas e os soluçares mais tristes.
A ti que abracei tantas vezes. Quantas vezes? Sabes? Vezes sem conta é o número mais preciso. Tenho memórias de palavras soltas, e de frases completas. Assim como as palavras juntas construíram frases, nós, juntos, construímos momentos. Não vejas o meu coração como um antiquário. Mas olha-me como um grande Amor.
Identificas-te?

*quando tenho vontade que queira dizer tudo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ah! As férias. Abraçar as terras de outrem.

Andei em terras de ninguém. Mas no fundo, de cada um que se predispõe a aprender a amá-las. Todos aprendem. E eu aprendi. Eu amei. Bebi cada lufada de ar puro. Comi com os olhos cada ponta de verde que me envolvia como cobertor que protege o calor da alma. Fechei os olhos e adormeci. Ao som do silêncio. Esqueci-me de que tenho medo. De que o meu medo é por tudo, de que o meu medo é por nada. Abracei cada criador meu. Senti-lhes a felicidade, e a ausência de remorsos por estarem a gastar o fruto do trabalho deles. Senti um tempo só nosso, apesar de um tempo rápido. E uma vontade, uma vontade de que estes sejam os momentos eternos. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O Play da Vida.

Às vezes é preciso um stop! É preciso que se viva sem registos escritos e sem registos fotográficos. É preciso que se mantenham as memórias vivas apenas em nós, para que a cada sonhar acordado, se sorria espontâneamente. Tenho usado o meu tempo para amar mais, usufruir mais, trabalhar menos. Faz parte da vida correr, voar quando (e se) possível e amainar. Por vezes posso precisar do stop, mas ainda assim, continuo a preferir o play!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

[Vamos embora...vamos mudar ] ♥

Vamos mudar. Caramba. Vamos mudar. Vamos mudar, mas vamos levar, tormentos, momentos, memórias e bagagens. A vida nova terá as raízes de sempre.  

terça-feira, 28 de outubro de 2014

[Do mais simples ao mais complexo]

Há dias que acordamos com vontade de mudar, de virar Mundos. De fazer tudo o que for preciso para que nos sintamos bem. Das coisas mais simples, às coisas mais complexas. Do som da água do rio a bater na margem, à mudança de casa. Felizmente hoje a vontade foi de mudar coisas simples. Mudar o apego a determinados momentos da vida. Deitei fora o carrossel do meu bolo dos 22 anos e encerrei um ciclo. Deitei fora apontamentos amassados da faculdade e livrei-me do peso de 5 anos. Arrumei gavetas, desfiz-me do complexo, guardei o simples. Mudei móveis. Emoldurei fotografias. Comprei flores. Plantei sentimentos. Deixei uns momentos, para escrever outros. Mais e melhores.


domingo, 13 de julho de 2014

Nós procuramos o bem que precisamos.

A sexta-feira foi uma verdadeira tempestade. Uma agitação. Há momentos em que Coimbra não me quer, ou talvez seja eu que não a quero a ela. A sexta-feira passada, teve um desses momentos. E num hapice fui embora. Quero nesses momentos, o colo da minha mãe, e o abraço do meu pai. A maneira como me olham, significa que vai correr sempre tudo bem. Assim como quando era mais pequena e me magoava, assim como quando tinha um teste e o nervosismo apertava até as mais pequeninas entranhas. Hoje estou de volta a Coimbra, e venho com a energia de um amor maior e de um passeio coberto pelo sol. Obrigada aos que serão para sempre meus. E obrigada Coimbra por me abrires os braços, como se eu nunca tivesse vontade de ir embora!

terça-feira, 10 de junho de 2014

Cheguei ao fim do dia com uma lembrança do caraças!

Lembrei-me que faz hoje exactamente um ano, que por volta desta hora, esperava pela actuação dos Muse no Estádio do Dragão. Se recordar é viver, estou tão feliz como no dia! Vamos ter mais momentos para criar memórias! Obrigada A. ♥

domingo, 8 de junho de 2014

[Aos meus avós Maternos ♥]

Deitei-me no chão da rua, a precisar de sentir a serenidade do ambiente e o ar da natureza, a cor das flores e a tranquilidade do amor. De respirar fundo e de me lembrar de força. Olhei para o Céu que parecia mover-se, a um ritmo tão acelerado quanto a vida. Era capaz disso. As nuvens dançavam sincronizadas com os minutos, e passavam aceleradas. Passaram por mim os momentos de forma tão rápida, que lhes consigo sentir as saudades. As saudades da protecção do colo, as saudades da leveza dos beijos, as saudades da melodia das palavras, as saudades do carinho dos mimos. E sobretudo as saudades da força deles, implícita nos meus gestos, e na pessoa que sou hoje. Aos meus avós, que me fazem ter mais saudades deles que de tudo o resto na minha vida. 

terça-feira, 3 de junho de 2014

O perfume do meu abraço.

Volto sempre aos cheiros. Volto sempre a incidir onde e como já fui feliz. E na verdade, não voltamos todos? Sou sensível a cheiros, a perfumes. Sou complicada, sou sensível a cheiros mais fortes. O perfume tem que durar na minha pele, mas não me pode estar constantemente a bater no olfacto e a lembrar-me que lá está. A minha roupa tem que ter o cheiro a amaciador, tem que ter a suavidade e a frescura da roupa lavada, mas sem que o cheiro seja mais forte que o da minha própria pele. Os meus cremes, têm que ter a textura de protecção que eu gosto, mas não o cheiro que me deixa impaciente. Durante anos, o cheiro dos meus abraços eram a perfume da Ralph Lauren, e a creme de rosto da Mustela. Aos 12, aos 14, aos 16 e aos 18, eram estes os cheiros que me acompanhavam nos abraços, que marcavam momentos e histórias, que me confundiam com os meus bebés. Com saudades deste bocadinho de bebé em mim, deste cheiro que me traz felicidade, e não me chateia a alma, voltei a ele. Estou aqui embevecida pelo conforto da minha pele, expectante quanto ao novos momentos em que este me acompanhará.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

[Coisas de pessoa observadora, ou para as mentes mais críticas, coisa de pessoa que não tem nadinha que fazer.]

Não tenho filhos. Por variadissimos motivos, não chegou essa altura da minha vida. Ainda. Pela minha maneira de ser, pela minha maneira de amar, pela minha maneira de observar, e pela familía que tenho, gosto de familías em especial. Gosto dos filhos dos outros, não por serem dos outros, e por saber que se chorarem, que se precisarem de colo e que se passarem noites em branco, não vou ser eu que vou estar acordada ao lado deles, para tudo o que possam querer, para tudo o que possam precisar. Gosto do G., gosta da G., das crianças que têm crescido comigo, e das outras que têm passado apenas pelo meu colo. Gosto de observar o amor dos pais pelos filhos. Gosto do amor que une familías, das familías que se criaram, e de familías que se foram criando, que se foram adaptando, e amando à medida crescente. Penso várias vezes nisto, de se amar um alguém já com filhos. Filhos de um outro amor, de um outro amor que pode já não o ser, mas que já o foi, e perante os filhos, (acho que) o será sempre. Sempre achei que nestas relações, era dar um amor a dobrar: amar duas vezes, conquistar duas vezes, e duas vezes mais. A pessoa em si, o filho, e o coração da pessoa em relação ao filho que é tão seu. (Vão mandar-me estar calada que não sei do que falo. Mas aprecio.) Mas sobre isto, encontrei quem realmente está na pele, e quem realmente descreveu tão bem aquilo que eu penso.

"...com os ritmos desta vida louca, que tantas vezes quebra o caminho originalmente pensado, as novas famílias trazem consigo os novos pais: os pais dos filhos que já existem, que serão nossos por interposta pessoa, e não nossos de sangue. admiro, muito, sempre que vejo alguém cuidar com ternura do filho de outra pessoa como se fosse dele. quando se quer com o mesmo carinho, o mesmo cuidado, como se fosse nosso. quando se tem a mesma aflição permanente.. eu nunca tinha amado por interposta pessoa. amei os meus pais porque são meus, a minha família, porque é minha. por isso é tão novo e desafiante amar um ser, não por ele (ainda), mas por ser filho de quem é. amar o filho de com quem estamos, é das maiores provas interiores - para nós próprios - de querer. e de vontade, férrea, de ter uma família, uma história com quem amamos. e desafiante: a um filho nosso pode-se berrar, exigir, mandar. sabemos que ele nos irá querer sempre, só por sermos quem o trouxe a este mundo. ao novo filho, temos de conquistar, de cativar. temos de ser o pai, mas também o conquistador. temos de amar, mas também saber fazer com que nos amem. por isso, os novos pais são postos ainda mais a prova. são pais e namorados do mesmo filho. são educadores e, ao mesmo tempo, conquistadores. desafio docemente único. sim, eu amo o teu filho, porque é teu. será um dia um bocado meu, mas será sempre primeiro teu. e de quem o criou contigo. mas ver-lhe um sorriso por minha causa, faz-me feliz. saber que ele pergunta por mim, faz-me feliz. ouvir-te dizer o nosso filho, é a emoção mais pura numa palavra tão simples: nosso. porque mesmo sem o ser, anseio, vibro, sinto-me, todos os dias, pai dele. porque é o nosso filho. como o nosso amor."

No blog Momentos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Para a C., com saudades,

C., escrevo-te com saudades! Saudades(não apenas tuas, mas principalmente) tuas, e também de tudo o resto! Imagino-te ainda mais crescida, com atitudes boas como as que sempre tiveste para comigo, ou ainda melhores por terem sido amadurecidas pela vida. Ontem passei na escola, onde nos conhecemos melhor, onde crescemos juntas, e onde passámos tantas horas. Tantas horas à conversa, tantas horas a rir, e não foram tantas as horas a chorar, mas também chorámos. Perdi a conta ao número de lanches prenssados que comemos, e de sumos de maracujá que bebemos. Perdi a conta ao número de vezes que nos mandaram calar nas aulas. Agora sabes que erámos mal comportadas não sabes?(Mas é isso mesmo que se leva da vida.) Ao passar nos corredores, e pela escola fora, sabia de cor, cada sítio em que tinhamos estado. Sabia exactamente o teu lugar nas aulas de Francês ao lado do A., e estive nessa mesma sala. Passei por tantos sítios que nos são familiares. Sabendo que todos o são, porque tantas vezes palmilhámos aquele espaço, que apesar de não ser grande, dava para caminharmos e conversarmos tudo aquilo que nos apetecia. Hoje, decidi contar-te o que fiz ontem, por saber que partilhas exactamente das mesmas memória que eu. Por saber que em tudo aquilo que cada uma de nós fez, a outra estava lá, de uma maneira ou de outra. Obrigada pelos momentos, pela Vida, e pela Coragem C., Aproveito para dizer que isto não é uma conversa triste apesar da despedida física que houve aqui,(a C. partiu) é apenas para a C. saber que continuo a ter mil sorrisos cada vez que penso em tudo aquilo que vivemos!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pronto, um momento amoroso!

Para não pensarem que sou uma pedra, não que se o acharem, me importe muito, mas que saibam que sou uma pessoa muito de mi mi mi-minhos! E pronto, até estes pequenos momentos, me fazem feliz. Feliz como sempre, ou feliz como nunca! Obrigada a todos os que estão escondidos no sorriso. Cada vez mais escolhidos, cada vez mais, menos, mas os melhores. Não, não acho que tenha idade para deixar de gostar destas coisas, ou idade para deixar de o mostrar.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Liberdade para me amar

A pequena grande brincadeira de passar a tarde a ser mimada, fotografada, de tudo recair sobre nós. De serem as nossas marcas pessoais, de serem as nossas expressões, as nossas rugas de expressão. Os nossos sinais, as nossas sardinhas na cara. Os nossos cabelos, pequenos, grandes, lisos, encaracolados, castanhos ou azuis. Somos nós, que em conjunto com quem nos quer ajudar a mimar, que fazemos os momentos que merecem ser registados. Obrigada J.