Há sempre (mais) um parágrafo na história das nossas vidas.
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quarta-feira, 6 de maio de 2015
[Há sempre um parágrafo]
Já disse, já escrevi, já repeti. Às vezes faço as malas sem ter destino ou viagem marcada e desfaço-me das coisas que já fizeram um dia parte de uma das passagens da minha vida. Não me alivia o espaço físico, mas alivia-me o espaço da alma. A alma, apesar de um disco de grande capacidade, sobrecarrega. Já disse, já escrevi, já repeti. Não há nada que não tenha um fim. Coloco mais um ponto final. Mas estou certa, tão certa de que haverá um parágrafo.
domingo, 19 de abril de 2015
[Faz de conta] As melhores histórias não têm fim. ♥
Deslizei da minha cama para a vossa. Bem sei avô, que daqui a nada (muito pouco) vais ter que te levantar. É muito cedo, mas mais cedo ainda consegui eu esgueirar-me para o vosso meio. Agitei-vos a madrugada. É o único momento em que a atenção é toda minha. Parecemos poucos, mas para estes efeitos, somos muitos. Reclamo a vossa atenção entre uma e outra parvoíce minha. Já chegou a hora de te levantares avô. O relógio não deu qualquer tipo de alerta, mas ao de leve olhaste os ponteiros, e tu próprio sentes a hora certa da obrigação. A avó fica mais um bocadinho comigo. Ocupo agora o teu lugar na cama. Só até serem horas dela ir meter o café ao lume. A avó já me tem. Já me aconchegou contra ela. E eu olho-a. Ela é bonita avô. Sei porque a escolheste. Os teus olhos e o teu coração não te enganaram. Até a dormir ela sorri.
[As melhores histórias não têm fim.]
[As melhores histórias não têm fim.]
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Era uma vez...
...esta cadeira.
Quantas histórias contará?
Quantos sonhos poderão ter sido aqui sonhados?
Bons sonhos. ★
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Nesta festa já sou apenas figurante!
Agora já passou, e enquanto ela passava, eu pensava se escrevia ou não sobre ela. A Festa das Latas. A Latada de Coimbra. A minha vez de participar nela como actriz principal, já passou. Sou figurante. Já não uso capa, já não uso batina. A festa já não é minha. A festa é de quem agora entra, e de quem integra membros novos, numa família velha - A academia de Coimbra! O tempo é célere, e o meu coração é saudade da história que um dia em ti escrevi.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
A simplicidade do Branco.
Créditos de Imagem » Bo-laget
É amor, é paz e é saudade.
É rotina.
É vício.
É Ser.
É Estar.
É a criação do criar. Eu crio. Tu crias. Ele cria. Nós criamos. Vós criais. Eles criam. Histórias.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
[Coisas de pessoa observadora, ou para as mentes mais críticas, coisa de pessoa que não tem nadinha que fazer.]
Não tenho filhos. Por variadissimos motivos, não chegou essa altura da minha vida. Ainda. Pela minha maneira de ser, pela minha maneira de amar, pela minha maneira de observar, e pela familía que tenho, gosto de familías em especial. Gosto dos filhos dos outros, não por serem dos outros, e por saber que se chorarem, que se precisarem de colo e que se passarem noites em branco, não vou ser eu que vou estar acordada ao lado deles, para tudo o que possam querer, para tudo o que possam precisar. Gosto do G., gosta da G., das crianças que têm crescido comigo, e das outras que têm passado apenas pelo meu colo. Gosto de observar o amor dos pais pelos filhos. Gosto do amor que une familías, das familías que se criaram, e de familías que se foram criando, que se foram adaptando, e amando à medida crescente. Penso várias vezes nisto, de se amar um alguém já com filhos. Filhos de um outro amor, de um outro amor que pode já não o ser, mas que já o foi, e perante os filhos, (acho que) o será sempre. Sempre achei que nestas relações, era dar um amor a dobrar: amar duas vezes, conquistar duas vezes, e duas vezes mais. A pessoa em si, o filho, e o coração da pessoa em relação ao filho que é tão seu. (Vão mandar-me estar calada que não sei do que falo. Mas aprecio.) Mas sobre isto, encontrei quem realmente está na pele, e quem realmente descreveu tão bem aquilo que eu penso.
"...com os ritmos desta vida louca, que tantas vezes quebra o caminho originalmente pensado, as novas famílias trazem consigo os novos pais: os pais dos filhos que já existem, que serão nossos por interposta pessoa, e não nossos de sangue. admiro, muito, sempre que vejo alguém cuidar com ternura do filho de outra pessoa como se fosse dele. quando se quer com o mesmo carinho, o mesmo cuidado, como se fosse nosso. quando se tem a mesma aflição permanente.. eu nunca tinha amado por interposta pessoa. amei os meus pais porque são meus, a minha família, porque é minha. por isso é tão novo e desafiante amar um ser, não por ele (ainda), mas por ser filho de quem é. amar o filho de com quem estamos, é das maiores provas interiores - para nós próprios - de querer. e de vontade, férrea, de ter uma família, uma história com quem amamos. e desafiante: a um filho nosso pode-se berrar, exigir, mandar. sabemos que ele nos irá querer sempre, só por sermos quem o trouxe a este mundo. ao novo filho, temos de conquistar, de cativar. temos de ser o pai, mas também o conquistador. temos de amar, mas também saber fazer com que nos amem. por isso, os novos pais são postos ainda mais a prova. são pais e namorados do mesmo filho. são educadores e, ao mesmo tempo, conquistadores. desafio docemente único. sim, eu amo o teu filho, porque é teu. será um dia um bocado meu, mas será sempre primeiro teu. e de quem o criou contigo. mas ver-lhe um sorriso por minha causa, faz-me feliz. saber que ele pergunta por mim, faz-me feliz. ouvir-te dizer o nosso filho, é a emoção mais pura numa palavra tão simples: nosso. porque mesmo sem o ser, anseio, vibro, sinto-me, todos os dias, pai dele. porque é o nosso filho. como o nosso amor."
No blog Momentos.
"...com os ritmos desta vida louca, que tantas vezes quebra o caminho originalmente pensado, as novas famílias trazem consigo os novos pais: os pais dos filhos que já existem, que serão nossos por interposta pessoa, e não nossos de sangue. admiro, muito, sempre que vejo alguém cuidar com ternura do filho de outra pessoa como se fosse dele. quando se quer com o mesmo carinho, o mesmo cuidado, como se fosse nosso. quando se tem a mesma aflição permanente.. eu nunca tinha amado por interposta pessoa. amei os meus pais porque são meus, a minha família, porque é minha. por isso é tão novo e desafiante amar um ser, não por ele (ainda), mas por ser filho de quem é. amar o filho de com quem estamos, é das maiores provas interiores - para nós próprios - de querer. e de vontade, férrea, de ter uma família, uma história com quem amamos. e desafiante: a um filho nosso pode-se berrar, exigir, mandar. sabemos que ele nos irá querer sempre, só por sermos quem o trouxe a este mundo. ao novo filho, temos de conquistar, de cativar. temos de ser o pai, mas também o conquistador. temos de amar, mas também saber fazer com que nos amem. por isso, os novos pais são postos ainda mais a prova. são pais e namorados do mesmo filho. são educadores e, ao mesmo tempo, conquistadores. desafio docemente único. sim, eu amo o teu filho, porque é teu. será um dia um bocado meu, mas será sempre primeiro teu. e de quem o criou contigo. mas ver-lhe um sorriso por minha causa, faz-me feliz. saber que ele pergunta por mim, faz-me feliz. ouvir-te dizer o nosso filho, é a emoção mais pura numa palavra tão simples: nosso. porque mesmo sem o ser, anseio, vibro, sinto-me, todos os dias, pai dele. porque é o nosso filho. como o nosso amor."
No blog Momentos.
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