sábado, 6 de maio de 2017

Não acredito em nós.

- Não acredito em nós. (Disse-te hoje)
Eu tinha um sorriso glorioso e safado e tu um olhar expectante.
Esse olhar forte, cor de avelã, composto por pestanas longas desse teu rímel genético. (Tens um mundo inteiro nesses olhos de que falo e tu nem imaginas.)
Sabes porque não acredito em nós? Somos demasiado para existirmos. Somos frio de Inverno, flor de Primavera, sol de Verão e cor de Outono. Somos tudo e ninguém existe sempre. Mas nós existimos. Nas 4 estações. Nos 7 dias de cada 4 semanas de todos os meses. E é por sermos tanto de tão bom, que só existimos juntos.


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

[Sonhar]




Sonho como se estes espaços pudessem ser reais. Imagino-me de manhã ali sentada a beber café depois de acordar. Imagino-me embalada em calma, entre o branco do linho e das linhas e o castanho da madeira. Imagino-me ali sentada ao fim da tarde a ler um livro.  E imagino todos os dias o som do amor a bater à porta do meu espaço à espera que eu o deixe invadir o meu canto de felicidade.



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

(Insta)gramem-me


 neuzasmartins



(res)Pirar

Não tenho férias há mais de um ano. Nunca consigo mais do que dois ou três dias seguidos e nunca são de descanso. O telefone da empresa anda em riste. Preocupam-me a quantidade de e-mails que possam cair e o trabalho que ha para quem fica. Estou cansada. Na falta de muitos dias ou de alguns dias de descanso total (ando a desejar em silêncio uma semana de férias num local onde de preferência a eletricidade ainda não tenha chegado) valorizo cada vez mais os minutos e respiro fundo quando consigo que esses minutos perfaçam horas sem o telefone tocar para que eu consiga estar completamente sozinha. Consegui sair mais cedo e sem muito calor. Percorri o caminho para casa com um enorme desejo de sushi. Parei no caminho e comprei sushi para trazer para casa. Comi no quarto com a brisa do rio a envadir-me o corpo e a consolar-me a alma a cada peça de sushi que metia à boca. Gosto de comer lentamente sem tempo contado. Comi sem tempo contado. Bebi o meu café. Estou num namoro com o anoitecer, a calma desta casa e a esperança de que ainda consiga folhear o livro que tem dormido a par comigo na mesa de cabeceira mas que sempre que lhe pego acabo por fechar os olhos ou apagar a luz antes disso. Respirar fundo e desejar muito que a vida nos mantenha vivos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

os 57 meu pai

Os 57 anos de ti meu pai. Nasceste em berço de ouro, mas nunca lá descansaste. Muito menos lá dormiste. Escrevo-te sempre neste dia, porque somos iguais. Não dizemos. Não te digo, nem tu me dizes. Mas escrevemos: linhas de histórias tecidas com um amor delicioso e indecifrável.
Parabéns papá com mais um ano de Orgulho e Amor maior por ti.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dia dos avós: Sobre os meus avós.

Recordo-os em todos os momentos que vivo.
Ficam as saudades de um colo seguro no regaço de cada um deles e o orgulho em cada uma das histórias com que me envolveram os sonhos e me deram asas para viver e para voar com a certeza de que as gerações vindouras os saberão tão bem quanto eu. Obrigada por me ajudarem a crescer.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Voltar onde já fomos felizes. Sim ou não?

Sim. Sou feliz no Porto e volto sempre.
Tenho a certeza que um dia irei conhecer cada (re)canto. Um dia irei namorar a Cidade de todos os ângulos possíveis e saberei apontar ao longe cada lugar onde fui feliz.
Faz hoje uma semana que fiz as malas e que rumei para lá. Mais uma vez para lá. Mas desta para ser e para fazer: feliz.
Se o que vivi não foi magia, ensinem-me o que é ser mágico.
Éramos muitos, às tantas tão poucos para tudo o que tenho a certeza que todos desejávamos fazer (mais, sempre mais). Uma Rua no Porto, um Lar, uma porta aberta a 35 meninas e a todos nós que de t-shirt branca e de coração a rebentar de orgulho, fizémos de tudo. Tenho a certeza que tal como eu, muitos de nós que lá estavamos nunca tinham feito muitas das coisas a que se proposeram.
As pinceladas na parede souberam-me a um apagar de um passado daquelas meninas que não queremos que volte. Acartar colchões foi divertido (obrigada R.), montar e desmontar candeeiros, passar cortinas, passar o esfregão no chão, passar mais uma pincelada na mão. O corpo já não queria. Mas o coração pedia. E o que nos passava nos olhos também. Obrigada P. pelos corações no peito. A. pelos miminhos e chupa chups, C. pelos cafés (foram muitos), J. pela dedicação, e a todos, a todos sem excepção, obrigada pelo carinho e que o coração nunca (nos) vos falhe. A ti Marta, a ti um orgulho sem fim. Obrigada por me deixares entrar no teu Mundo de pessoa do Norte com o coração até ao Sul. Dormem agora 35 meninas no conforto de uma cama nova e de um colchão. Numas paredes mais delas, com memórias só de pedaços delas e de nós.
Sou feliz. E no Porto? Já disse que sou feliz no Porto?