Sei lá. Não preciso de uma justificação para gostar. Não preciso de justificar nem a mim, nem a ninguém, que gosto de ti. Gosto de ti. Gosto muito de ti. É difícil admiti-lo. Eu que sou assim, eternamente apaixonada por tudo, e ao mesmo tempo por nada. Sou inconstante. Sou forte emocionalmente. Tão quente para o mostrar, tão fria para o dizer. Para te dizer. A ti, em especial.
Deixo-me andar, feliz pelo trabalho, contente com o sorriso. E apareces tu. Tu que não satisfeito com o tão pouco que é tanto, arranjas mais, dás mais. Consegues mais, vais mais. Caminhas. Além. Chegas a mim. Ofereces-me a rosa, que raramente é vermelha. Mas hoje foi. Fazes-me perder as manias, as manias de que não gosto disto, de que não gosto daquilo e trazes-me croissant de alfarroba, e eu esquisita, e eu a medo, provo, como, e gosto. E aconchego-me também com os brigadeiros e com os macarons que amorosamente deixaste. Dás sem esperar outra recompensa para além do meu sorriso. Aquele que tu gostas, e aquele que dou sem dar por ele. Porque afinal, não há mesmo justificação. Mas gosto de ti.
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
Gestos soltos, Palavras perdidas, Coração orientado.
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domingo, 8 de junho de 2014
[Aos meus avós Maternos ♥]
Deitei-me no chão da rua, a precisar de sentir a serenidade do ambiente e o ar da natureza, a cor das flores e a tranquilidade do amor. De respirar fundo e de me lembrar de força. Olhei para o Céu que parecia mover-se, a um ritmo tão acelerado quanto a vida. Era capaz disso. As nuvens dançavam sincronizadas com os minutos, e passavam aceleradas. Passaram por mim os momentos de forma tão rápida, que lhes consigo sentir as saudades. As saudades da protecção do colo, as saudades da leveza dos beijos, as saudades da melodia das palavras, as saudades do carinho dos mimos. E sobretudo as saudades da força deles, implícita nos meus gestos, e na pessoa que sou hoje. Aos meus avós, que me fazem ter mais saudades deles que de tudo o resto na minha vida. ♥
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