Considero que educar é uma arte e considero-te a ti, meu pai, um artista sem escola.
És meu pai. Não sei se és o tipo de pai dito "normal" ou o pai pedagogicamente correcto visto à luz da psicologia e das ciências inacabadas. Mas és pai, O meu pai.
Aquele que já me viu doente vezes sem fim. E me tratou.
Aquele que me ensinou a andar de bicicleta, me deixou cair, e me ajudou a levantar.
Aquele a quem o coração saltava sempre que eu pedia para sair, e ainda assim, soletrava um sim.
Aquele a quem o sorriso falta pela vida, e sorri para que eu saiba que um sorriso seguro ajuda a viver.
Aquele que se esforça todos os dias para que eu o veja como uma escada que me ajuda a subir e a chegar ao que eu quero e preciso para ser feliz.
Aquele que me vê errar e me ajuda a minimizar os erros.
Aquele que sem eu falar me abraça sempre que preciso.
Aquele que me vê todos os dias nesta luta e luta a meu lado.
Aquele que a Vida escolheu para ser meu pai. E que eu sinto que não podia ter escolhido melhor.
Poderia dizer obrigada, mas não o vou fazer.
Vou antes tentar agradecer-te todos os dias com gestos que reflictam a pessoa que tu formaste. E de que eu te amo, que não haja dúvidas.
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quinta-feira, 19 de março de 2015
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Pai, Mãe, Mudei a árvore de Natal!
[Pois que o Natal mexe com o meu humor, se não fica de cão, fica de cadela. Também já vivi a coisa com magia, com fios dourados, pais natal, velas e coisas que tal. Mas isso já foi, já não é.]
domingo, 20 de julho de 2014
Histórias confusas. Algo certas.
Tenho à minha espera a cadeira de madeira onde o meu avô se sentou anos a fio, na "cozinha da broa." Vou lixá-la, tornar o áspero da lixa, em macio de amor. A cor castanha de anos, será transformada. A nova vida, com a velha história, será branca. O meu tio-avô, aprendeu a arte de alfaiate, apesar de nunca o ter sido depois de aprender. Guardo-lhe agora a tesoura grande, gasta de cortar tecidos para fatos à medida. Uma tesoura usada por um aprendiz de alfaiate, em tempos polícia, agora reformado, e com 87 anos. Vai ganhar uma cor nova, a ferrugem, ao contrário da história, vai ser apagada e pintada de castanho. Ficarão estas coisas guardadas, para contar histórias, como um dias as que agora foram compradas por mim ou para mim, contarão.
domingo, 13 de julho de 2014
Nós procuramos o bem que precisamos.
A sexta-feira foi uma verdadeira tempestade. Uma agitação. Há momentos em que Coimbra não me quer, ou talvez seja eu que não a quero a ela. A sexta-feira passada, teve um desses momentos. E num hapice fui embora. Quero nesses momentos, o colo da minha mãe, e o abraço do meu pai. A maneira como me olham, significa que vai correr sempre tudo bem. Assim como quando era mais pequena e me magoava, assim como quando tinha um teste e o nervosismo apertava até as mais pequeninas entranhas. Hoje estou de volta a Coimbra, e venho com a energia de um amor maior e de um passeio coberto pelo sol. Obrigada aos que serão para sempre meus. E obrigada Coimbra por me abrires os braços, como se eu nunca tivesse vontade de ir embora!
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Ocorrências estranhas!
Se lidarem comigo nos próximos dias, aqui ficam desde já, várias considerações pertinentes sobre ocorrências estranhas na minha vida;
- Ando desorientada de todo;
- Revelo cansaço;
- Esqueci-me do código do cartão multibanco;
- Os meus amigos enlouqueceram;
- O meu pai jantou comida chinesa;
- Não tenho vontade de comer sushi;
- Bebo chá todos os dias à noite;
- Não tenho tempo;
- Tenho um trabalho para sexta;
- Não tenho feito nada de útil;
- Tenho o computador arrumado na mala há vários dias;
- Não tenho paciência para escolher um amaciador para a roupa;
Tudo isto são razões para alarme. Principalmente a última!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
O meu pai diz que...
...Esbarrondou! Obrigada paizinho, desde 1991, a ensinares-me palavras, que eu até aí não sabia. No próximo trabalho de calibre cientifico que eu fizer, vou tentar não me esquecer de incluir a palavra esbarrondou, ou esbarrondar. É absolutamente "esbarrondosa"!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Eliminar pólipos?
Uma pessoa, abre o e-mail com as esperanças mais elevadas. Com a esperança de ter a confirmação da compra dos bilhetes de avião para Roma, com a esperança de ter um aviso de transferência bancária do pai, ou até mesmo um comentário anónimo aqui ao espaço, a insultar pelo motivo X ou pelo motivo Y, algo assim do género que fosse super porreiro. Mas nunca ao abrir o e-mail, se espera ter uma promoção na remoção de pólipos! Muito menos a dizer para nos livrarmos dos sinais do tempo. Mas pronto pessoas boas, se quiserem, isto é, se precisarem(espero sinceramente que não), a LetsBonus está com promoção na remoção de pólipos!
sábado, 30 de novembro de 2013
Agora receei este momento!
Estou em casa de "castigo". O "castigo" é trabalhar para a faculdade. Mas verdade seja dita, nem que lá fora estivessem a dar rebuçados, eu iria ter vontade de sair de casa, de ao pé da rica fogueira que me acompanha, para ir lá. Por isso, este, até é um bom "castigo" ter que estar a fazer este trabalho. Ao mesmo tempo, conversava com a minha Galopim (Link, sim?), sobre as ideias com que andamos, e no desenrolar da conversa, falámos de filhos (Não, as ideias com que andamos, não são sobre ter filhos.). Foi aí que para além de pensar nisso, receei o momento, em que a minha mãe e o meu pai, me deixassem de dar coisas para mim, para uso próprio, para me começarem a dar coisas para a "minha" cozinha, a "minha" casa de banho, e o resto das minhas divisões. Para além de tudo o resto, essa realidade, de ter a minha cozinha, a minha casa de banho, e de tudo meu, estar longe, receio essa troca de prioridades na minha vida. Mãe? Pai? Continuo a preferir coisas para uso próprio está bem? Umas roupas, uns colares, umas pulseiras, e umas quantas coisas desse género estão a perceber? Ainda não dou prioridade a panos bordados, a toalhas bordadas, a naperons bordados, e conclusão, a coisas bordado. Ou melhor, independentemente do bordado ou não, não estou nessa fase!
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