Tenho à minha espera a cadeira de madeira onde o meu avô se sentou anos a fio, na "cozinha da broa." Vou lixá-la, tornar o áspero da lixa, em macio de amor. A cor castanha de anos, será transformada. A nova vida, com a velha história, será branca. O meu tio-avô, aprendeu a arte de alfaiate, apesar de nunca o ter sido depois de aprender. Guardo-lhe agora a tesoura grande, gasta de cortar tecidos para fatos à medida. Uma tesoura usada por um aprendiz de alfaiate, em tempos polícia, agora reformado, e com 87 anos. Vai ganhar uma cor nova, a ferrugem, ao contrário da história, vai ser apagada e pintada de castanho. Ficarão estas coisas guardadas, para contar histórias, como um dias as que agora foram compradas por mim ou para mim, contarão.
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domingo, 20 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
G de Gostar.
Gosto de famílias. Gosto da minha. Gosto de amor. Gosto de amar. Gosto da minha pequenada. Gosto de beijos babados de ternura. Gosto de abraços que me "astrafegam". Gosto da minha afilhada que não quer o cabelo castanho, nem loiro, quer o cabelo amarelo. Gosto do meu primo que com 10 anos quer ir a raves porque vai gente maluca e é divertido. Gosto dos ciúmes da G. quando pego outra criança ao colo, mesmo que seja a prima. Gosto de ter mudado as fraldas ao G. e dele me ganhar no braço de ferro.
Gosto da casa onde somos felizes e gosto da casa que a G. desenhou.
Gosto da casa onde somos felizes e gosto da casa que a G. desenhou.
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