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quinta-feira, 28 de maio de 2015

As crianças não mentem. De facto.

Um criança de quatro anos, pergunta-me:
E- Como te chamas?
Eu- Eu chamo-me Neuza.
(Ela franze o sobrolho)
Eu- É um nome difícil para ti?
E- Não. É só uma palavra estranha. (Ela Franze novamente o sobrolho) Mas é engraçada.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

E caladinho? Estavas melhor.

Estávamos sentados à mesa quando a minha afilhada nos diz:
- Comprei presentes para dar aos meninos pobrezinhos.
O meu irmão para brincar com ela diz-lhe:
- Então eu vou receber um presente. Eu sou pobrezinho.
A minha afilhada quase que a saltar da cadeira, empina o dedo indicador para cima do meu irmão e diz-lhe:
- Tu não és um menino pobrezinho.
Tens um carro, uma casa, uma mãe, um pai, uma irmã, um gato e uma tartaruga.

(...) 
É preciso comentar?


sábado, 15 de novembro de 2014

O Panda (não) é fixe!

O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe. O Panda é fixe.

(Para mim o Panda deixou de ser fixe depois de ouvir uma criança dizer isto numa viagem inteira de Lisboa a Coimbra. Espero que entendam)

domingo, 5 de outubro de 2014

[...a preto e branco]

Há dias que acordam esquisitos. O banho da manhã não lava a alma, não leva a inconstância do momento nem a confusão da vida. O dia, o meu dia, começou assim. Um lado de mim adormecido há 12 anos, teve que acordar hoje, Morto. E outro, doente.

sábado, 4 de outubro de 2014

Hoje queria que fosse um destes dias!


Hoje apetecia-me ser esta criança. Acordar mimada e a fazer birra pela roupa que a minha mãe me queria vestir, e no fim de tantas lágrimas de birra tomar o pequeno almoço. Gostava de correr para o colo dos meus avós e dizer-me cheinha de fome para tomar outro pequeno almoço. Cevada com açúcar. Com tanto açúcar. Queria depois assobiar, bater palmas, dançar, estalar os dedos e rir. Rir muito. Porque afinal ser criança, é isso. Isso mesmo. Rir porque a nossa alma são sorrisos. São cores vivas e felicidade. Não são auras tristes, nem preocupações.

sábado, 5 de julho de 2014

Eu, o Amor, e a Feira Popular.*

Bastas-me tu. Mas posso conjugar-te com a felicidade no meu olhar. Deste-me a mão, e levaste-me à Feira Popular. Fizeste-te adulto, e fizeste de mim a criança a teu lado. Não me pediste que andasse nos carrosseis contigo. Sabes o medo que tenho. Mas sabes também a gulodice de uma criança e a magia de uma Feira Popular com pipocas e algodão doce. Tu conheces a grandeza da simplicidade dos pormenores em mim.

*"Coisas simples são sem dúvida o melhor da nossa vida..."

domingo, 29 de junho de 2014

G de Gostar.

Gosto de famílias. Gosto da minha. Gosto de amor. Gosto de amar. Gosto da minha pequenada. Gosto de beijos babados de ternura. Gosto de abraços que me "astrafegam". Gosto da minha afilhada que não quer o cabelo castanho, nem loiro, quer o cabelo amarelo. Gosto do meu primo que com 10 anos quer ir a raves porque vai gente maluca e é divertido. Gosto dos ciúmes da G. quando pego outra criança ao colo, mesmo que seja a prima. Gosto de ter mudado as fraldas ao G. e dele me ganhar no braço de ferro.
Gosto da casa onde somos felizes e gosto da casa que a G. desenhou.




Coisas que (não) digo sempre.

Se amanhã não gostar de ti, gostei hoje. Gostei ontem. Amanhã, se não um presente, teremos um passado. Os dois, em comum. Saberás que me sinto mais criança que nunca quando me passas a mão pelo cabelo e me olhas como um sábio que dá o melhor conselho ao seu aprendiz. Saberás que os meus olhos diminuem quando o meu cansaço aumenta, e saberás de tudo quanto preciso para que o descanso seja possível. Saberás sempre como se desperta o meu sorriso, e reconhecerás o som do meu riso. Acreditas que sou criança, que visto cor-de-rosa, e por vezes vou ao ballet. Por saber hoje, que te amo, e que ontem te amei, a maior das hipóteses é de que amanhã ainda te vou amar.

domingo, 1 de junho de 2014

[Obrigada por me deixarem sê-la! ♥]

Não é por hoje ser Dia Mundial da Criança, que me sinto uma. Sinto-me criança todos os dias. Sinto-me mimada, amada, criada assim! Sou tanto de amor, como de criança! Continuo a gostar de leite com chocolate, de ver bonecos e de brincar. Continuo a comer sopa passada quando se me dá, e a beber coca-cola quando se me deu.
Continuo a vestir roupa com bonecos estampados quando se me dá. E a calçar saltos altos quando se me deu. Vivo os dias como se fossem um verdadeiro trapézio. Sabendo que se precisar de cair, caio na rede de protecção, como cai de sono uma criança no final de um dia de brincadeira.
O eterno sorriso de criança em mim! ♥

Feliz dia da Criança.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Vale ouro? Vale muito mais.

No gabinete, sentada, de janela aberta, sol nos vidros e calor, entre o burburinho das pessoas, e a agitação do telefone, ouve-se o amola tesouras. O amola tesouras, esse, de que só me lembro de ouvir enquanto criança! Ouro encontrado num dia tão bom, mas tão igual a tantos outros, não fosse este som já tão fora do vulgar.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O momento áureo de Domingo: Futebol para totós!

Depois de amadrinhar a criança, numa missa que demorou uma infinidade de horas (na verdade deve ter durado 1,30h, mas a mim pareceram-me 3h), foi o momento de usufruir da companhia daqueles que são para mim, a familia que me foi dada a oportunidade de escolher. Com a azafama do fim-de-semana, que eu avisei logo com antecedência que ia começar no Domingo e que não estava a ser precipitada quando o dizia. De facto, conferiu. Antecipou-se e começou logo no Sábado! Mas adiante. O Domingo teve aquela agitação de se precisar de descansar, mas ao mesmo tempo não se estar descansada. Precisei de tratar da minha roupa e das minhas tralhas, para duas semanas. Sim, vão ser duas as semanas que vou estar sem ir a casa, e quando chegar a ir, será para mais um casamento(Eu avisei!). De maneira que com o arranja, e o arranja roupa e o arranja tralhas e o a arranja cabelos, uma pessoa apesar de saber que o Benfica ia jogar, nunca mais se lembrou de ir ao site do Benfica Oficial espreitar a que horas é que este jogava. Já na companhia da familía, e para começar a lanchar, chega o J. do café e diz que o Benfica está a jogar como nunca, cheio de força. Eu, na minha inocência, pergunto:
 -O Benfica está mesmo forte?
 -Está. Até já ganha. Mas ainda nem começou a jogar!

  (J. ficou a promessa da camisola oficial do Benfica, com o meu nome.)

domingo, 27 de abril de 2014

Uma boa noite. Com mimo mimo mimo. ♥

Dizem que todos temos uma criança dentro de nós, e eu acredito que sim. Já não estava em minha casa, há duas semanas. Sentia-lhe a falta. Do movimento dos 4 e o perfume da famíla. Ontem quando finalmente cheguei e os beijei, só tive realmente vontade de uma coisa: pedir colo. Afinal o colo dos nossos, será sempre o nosso colo. E andemos nós por andarmos, a nossa casa será sempre aquela onde somos mais felizes que em qualquer outra. Adormeci ontem como uma criança: estoirada. E quero adormecer hoje, da mesma forma. Boa Noite. ♥

sábado, 25 de janeiro de 2014

Preocupações de (mãe)drinha!

Ok. A minha afilhada sempre foi engraçada. Não, não é por ser a minha afilhada. Até porque já disse aqui várias vezes, que apesar de amar a criatura, e ela estar assim com uma beleza espectacular devido à sua simpatia, também já aqui disse, que ela nem sempre foi a criatura mais simpática e afável deste planeta.  Ela é a filha que eu não tenho, mas que quando tiver, também não deixará de o ser. O crescimento rápido dela, não me preocupa, pelo contrário, faz-me ficar orgulhosa. Faz-me bem. Faz-me sentir que ela está a ter tudo aquilo que precisa, e se calhar ou até de certeza até mais que isso. Com tudo isto, desviei-me do principio preocupante. A criatura anda numa fase engraçada, mais uma, todas o são, cada uma à sua maneira. Mas acho que esta, para além de engraçada, é preocupante. Não tarda nada, está a trazer-me o namorado cá a casa. Acho que vai ser um betinho giro, derretido pelo sorriso da menina, e capaz de dar opinião sobre vernizes e outros adereços femininos, visto que ela anda para isto. Ao olhar as minhas unhas, pintadas de cor-de-rosa e todas arranjadinhas, a menina exclama: "Ai que chique querida!" (Das duas uma, ou passou-se, ou esqueceu-se que estava a falar com a (mãe)drinha.) Sim, isto porque eu não quero acreditar que ela já está tão crescida que se preocupe com isto!  Mas... acho que foi para que duvidas não me restassem, quando foi embora, não me deu um beijo nem um abraço. Disse alto, muito alto: " Xau xau, beijocas". Pronto, posso contar que nos próximos dias, ande lá apaixonada por um caramelo qualquer, e não me ligue a dizer que já aprendeu uma letra nova! Mantém-te criança G.!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Ser criança...

Ser criança, para mim, na minha opinião, é mesmo muito bom. Tive uma infância muito feliz, muito boa, e guardo as melhores recordações dessa altura. Na Sexta fui com a G. e mais 60 crianças ao cinema ver o Khumba. Nascem ensinados a ir, a sentar-se no lugar, concentrados, compenetrados naquilo que estão a fazer. Mais e melhores que na sala de aula. Como se fosse tão natural como brincar ou comer papas. Lembro-me do primeiro filme que fui ver ao cinema, a Fuga das Galinhas, em 1998. Fui só eu e o meu irmão, ficava muito caro irmos todos. Era mesmo uma coisa extraordinária, uma verdadeira festa. Depois desse, não sei quando voltei ao cinema. Não fui menos feliz por isso. Mas o que é certo, é que me senti feliz por poder acompanhar a minha afilhada na ida ao cinema. Para que a infância dela, seja tão ou mais feliz que a minha!


domingo, 8 de dezembro de 2013

Idades Complicadas

Ando a ser vítima de bullying psicológico desde o dia 27 de Setembro, isto é, desde o dia em que o meu primo/irmão, fez anos e eu não lhe comprei a prenda para o dia. Ainda foi um bullying leve, até ao dia 25 de Outubro, dia em que a irmã (minha afilhada) fez anos e eu lhe dei prenda a ela. Aí o bullying, aumentou drasticamente. De tal maneira, que a criança, não pode sequer pressentir o meu cheiro, que começa com os olhinhos, e com o discurso chato de que ainda não lhe dei prenda e dei à irmã, e coisas coisas coisas. Pois, a criança tem razão, e eu confesso, não me esqueci, nem pretendo fazê-lo, nem se quer juntar a prenda de anos com a prenda de Natal. Mas caramba, a criança está numa idade complicada, está naquela idade de que nem se que é carne, nem se é peixe. E ora tudo está tão bem, como tudo está tão mal. 12 anos? O que é que se dá aos 12 anos senhores? Para além dos habituais livros, claro! Estes são os pedidos dele. Mas não me parece que seja eu, a conseguir realizar-lhos.






quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Birra do diabo!

Vem uma pessoa cansada, cansada como o raio para ser mais específica! Primeiro que se entre nesta rotina de acordar às 7h00,  leva tempo! Mas vinha eu, já quase incapaz de me aturar a mim própria de tanto cansaço, quando entra uma criança pequena (alguns 3 anos. Não mais que isso.  Até pela cor do bibe. Que sendo do Colégio João de Deus, cada cor corresponde a uma idade) no autocarro. Eu cansada de tanto papel, ver uma criança pequena, gira, feliz com a vida, veio arregalar-me os olhos. Mas durou pouco tempo. Tanto a felicidade dele com a vida como o meu arregalar de olhos. A criança sismou que havia de ir para um sítio no autocarro que não um banco,  brincar com um leão de plástico. Contrariado pela mãe para não subir para onde queria, deu início à birra, que veio a agravar-se de segundo a segundo. E gritava, mas gritava! Lá boas goelas tem ele. Disso ninguém pode dizer nada. Agora da educação da criança, foi de estremecer, quando ele entre gritos disse à mãe:
-Queres que eu te morda?  Queres falar e eu não te vou ouvir!

Ok. Está bom! Os meus olhos voltaram a arregalar-se, mas desta vez, foi de medo!
E o meu cansaço e a minha dor de cabeça, aumentaram em larga escala!

sábado, 12 de outubro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

À minha afilhada

Ontem, foi o teu primeiro dia de Escola afilhada, senti-me orgulhosa ao ver-te chegar pela mão da tua mamã, mas depressa passaste para a minha, confiaste em mim para te entregar ao teu novo Mundo. É aqui que vai começar o teu percurso académico, aquele que eu espero acompanhar todos os dias a teu lado, sempre com a tua confiança. E com a tua mão firme na minha. Senti-me feliz, senti-te feliz. Sossegada no meio de tanta agitação, um Mundo tão novo para ti. Sei que vão cuidar bem de ti, sei que é a partir daqui que te vais tornar uma "senhorita", e aprender a ler e a escrever, tudo aquilo que a madrinha, e as outras pessoas que te amam, escrevem para ti. Vou querer continuar a ver-te feliz, sem querer voltar para casa, como fizeste ontem. Com vontade de ficar. Sei que pediste para te fazerem canjinha com ovo para o almoço de hoje, ainda não sabias, que o teu pedido não podia ser realizado, mas foste criança, e pediste. Que continues criança, que continues com mimo, que continues feliz, que continues a sorrir, que continues a chamar por mim. Que sejas cabeleireira, que sejas jardineira, que sejas doutora ou enfermeira, que sejas astronauta, que sejas feliz ! Escrevo com o maior dos sorrisos no rosto! És tão pequenina para mim. Quando nasceste, tinhas 48 centímetros,  pouco mais de 2 kilos, e não eras a bebé mais simpática do Mundo. Hoje, tens muitos centímetros a mais, muitos kilos bons, saudáveis, e és umas das criança mais simpáticas e afáveis de sempre! Um dia vais ler isto, e vais chamar-me pirosa, e eu vou aguentar, que gozes comigo e que me chames pirosa, e pirosona, e no fim, ainda te vou encher de beijos, como faço agora!













É aqui, que espero, que te sintas ainda mais feliz, e completa!