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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Isto é como assim, é como tudo, e é como nada.

Tenho em mim o cansaço dos dias, e de uma anemia tenebrosa que me assola. Ansiei que depois de sair, que depois do meu trabalho feito com gosto e afinco, chegasse a casa e pudesse descansar. Mais uma vez tive a prova de que a vida não o quer de mim. Não quer de mim o meu cansaço, não quer de mim o meu descanso. Não consegui descansar sem que tratasse das respostas aos e-mails que ficaram por dar durante o dia e sem que tratasse de tudo quanto tinha em lista. Tenho o direito de assumir cansaço, e de requerer descanso. Mas tenho muito mais o dever, de corresponder ao orgulho que assumem por quem sou. 
[Com o maior Amor, carinho e respeito, agora que alcancei a cama, sinto-me um anjo num conforto imbatível. Obrigada C.]

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sei exactamente o porquê!

Numa só frase, consigo dizê-lo: Sabes fazer-me feliz! Mas não quero ficar só por aqui. Sabes sentir que estou cansada, que me apetece o sossego, e o conforto da minha casa. Sabes entender que apesar da tua importância, que apesar da importância dos dias, o cansaço faz com que pareça que me esqueço. Sabes ouvir quando quero falar sem parar, sabes respeitar quando me quero calar e dizer tudo num só sorriso, num só olhar. Sabes quando preciso de mais que um abraço. Sabes que sou uma mulher eternamente menina, que gosto de ver desenhos animados, que vou ao cinema deprepósito para os ver, e ainda assim, acompanhas-me. Sabes que gosto de brincar como criança, ao mesmo tempo que assumo compromissos de pessoa crescida. Sabes que tanto gosto de coisas complexas, como de coisas simples, as mais simples até. Ontem quando já adivinhavas que eu não sairia da cama para fazer o jantar, apareceste e trouxeste-o, preparaste-o com amor, e meteste a mesa para nós. Apesar dos meus dizeres de dieta, (mesmo que utópica), não ligaste e trouxeste-me Merci, os de chocolate de leite, sabendo tu que os outros não têm um lugar muito especial no meu coração. A flor que trouxeste, tinha pingos da água, tinha Primavera nela, o anjinho que vinha com o intutito de me proteger, fez o papel dele, fazendo-me esquecer do frio, dos dias ou da alma. Sabes realmente, amar-me. E eu sei realmente, agradecer-te por isso!


terça-feira, 13 de maio de 2014

Taras, Manias e Coises dos Vizinhos

Uma pessoa nem é de dormir muito, mas também não é de dar parte fraca e dizer que está a morrer de cansaço, mesmo que o esteja. Tendo em conta os ultimos dias, tenho mesmo que admitir que o estou, até porque o impossível era, acreditarem no contrário. Deitei-me para dormir, porque aliás, destinei a minha segunda a isso mesmo. Os vizinhos, certamente com um elevado défice auditivo, ligam a televisão no máximo que esta dava (com toda a certeza). Os vizinhos não tinham com toda a certeza uma única roupinha lavada que se vestisse, e foram máquinas e máquinas dela a lavar. Os vizinhos deviam ter uns quantos familiares na terra, ou no estrangeiro, com que não falavam há meses, e foi todo um telefonema demorado, com umas quantas vezes repetidas "A ligação não está grande coisa!". Os vizinhos desconhecem a campainha, e acham toda uma graça a ir falar com as pessoas à janela, lá de cima, cá para baixo. Obrigada vizinhos por tamanho sono reparador!

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Birra do diabo!

Vem uma pessoa cansada, cansada como o raio para ser mais específica! Primeiro que se entre nesta rotina de acordar às 7h00,  leva tempo! Mas vinha eu, já quase incapaz de me aturar a mim própria de tanto cansaço, quando entra uma criança pequena (alguns 3 anos. Não mais que isso.  Até pela cor do bibe. Que sendo do Colégio João de Deus, cada cor corresponde a uma idade) no autocarro. Eu cansada de tanto papel, ver uma criança pequena, gira, feliz com a vida, veio arregalar-me os olhos. Mas durou pouco tempo. Tanto a felicidade dele com a vida como o meu arregalar de olhos. A criança sismou que havia de ir para um sítio no autocarro que não um banco,  brincar com um leão de plástico. Contrariado pela mãe para não subir para onde queria, deu início à birra, que veio a agravar-se de segundo a segundo. E gritava, mas gritava! Lá boas goelas tem ele. Disso ninguém pode dizer nada. Agora da educação da criança, foi de estremecer, quando ele entre gritos disse à mãe:
-Queres que eu te morda?  Queres falar e eu não te vou ouvir!

Ok. Está bom! Os meus olhos voltaram a arregalar-se, mas desta vez, foi de medo!
E o meu cansaço e a minha dor de cabeça, aumentaram em larga escala!