Há dias em que a corrida para viver começa logo pela manhã. (O tempo parece correr sempre mais que nós). Nesses dias não me é permitido namoros com nada daquilo que a vida me oferece. E faz-me falta. Sinto-me ingrata. Outros há, em que o tempo me abona. Namoro cada pedacinho do meu pequeno-almoço, respiro calmamente a tranquilidade do dia, e a calma do meu lar. Na minha mesa, as primeiras cerejas desta época.
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quarta-feira, 13 de maio de 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
Hoje queria que fosse um destes dias!
Hoje apetecia-me ser esta criança. Acordar mimada e a fazer birra pela roupa que a minha mãe me queria vestir, e no fim de tantas lágrimas de birra tomar o pequeno almoço. Gostava de correr para o colo dos meus avós e dizer-me cheinha de fome para tomar outro pequeno almoço. Cevada com açúcar. Com tanto açúcar. Queria depois assobiar, bater palmas, dançar, estalar os dedos e rir. Rir muito. Porque afinal ser criança, é isso. Isso mesmo. Rir porque a nossa alma são sorrisos. São cores vivas e felicidade. Não são auras tristes, nem preocupações.
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