Hoje apetecia-me ser esta criança. Acordar mimada e a fazer birra pela roupa que a minha mãe me queria vestir, e no fim de tantas lágrimas de birra tomar o pequeno almoço. Gostava de correr para o colo dos meus avós e dizer-me cheinha de fome para tomar outro pequeno almoço. Cevada com açúcar. Com tanto açúcar. Queria depois assobiar, bater palmas, dançar, estalar os dedos e rir. Rir muito. Porque afinal ser criança, é isso. Isso mesmo. Rir porque a nossa alma são sorrisos. São cores vivas e felicidade. Não são auras tristes, nem preocupações.
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sábado, 4 de outubro de 2014
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Não nunca, me esqueci de ti (vocês).
Hoje acordarias cedo, ainda madrugada. Quem sabe acordaria contigo. Não acordavas com as galinhas. A hora delas era tarde para ti. Não me engano. Irias buscar lenha, os paus mais pequeninos, e trarias no teu regaço. Punhas lume ao forno. Na hora de meter a broa a cozer, o forno tinha que estar com a temperatura certa. Amassavas a massa com as tuas próprias mãos e deixavas a levedar. Só depois, tomavas o café de cevada feito ao lume na cafeteira de alumínio e comias pão com planta, às vezes também uma sardinha assada, às vezes outras coisas. A avó iria estar ao teu lado a dar-te a quantidade de massa certa para as broas grandes e a quantidade de massa certa para as broas pequenas. E tu irias pesá-las antes de as colocar na pá e levar ao forno. Vês avô como nunca me vou esquecer? ♥
terça-feira, 6 de maio de 2014
Os dias com cheiro a café! ♥
Sempre gostei do cheiro a café. Embora que não seja deste café o cheiro característico da minha infância. O cheiro da minha infância, é cheiro a café de cevada, feito numa cafeteira ao lume. A fogueira era acesa bem cedo, tão cedo quanto o meu avô se levantava, era madrugada. Um lume controlado, uma cor de fogo meiga, com a cafeteira em cima, e a sardinha ao lado a assar para comer com a broa do dia anterior, quando sobrava daquela que o meu avô cozia. Raro era o dia em que havia broa que parasse naquela casa. Do meu cheiro a café, do meu cheiro a infância, guardo ainda as canecas de esmalte antigo, em que bebia o café de cevada com mais açúcar que o próprio açucareiro. Guardo o primeiro pequeno almoço em minha casa, e o segundo em casa dos meus avós. Com o "deixa a menina". A cadeira do meio, era minha, lá me aguentava com as perninhas à chinês. Dos dias com cheiro a café...
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Coisas boas que me lembro! #1
Lembro-me de me deixares beber açúcar com cevada, e não cevada com açúcar!
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