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segunda-feira, 4 de maio de 2015

[No meio deste namoro]


Às vezes fico entre este namoro e o outro. Este namoro que exige de mim atenção, equilíbrio, contenção e medida nas palavras. Este amor que é feito de um esforço desequilibrado e que eu vejo crescer com a mesma magia de uma bola de sabão. Amo-te afilhada.

domingo, 15 de março de 2015

A derreter corações desde 2007.

Após uma queixa de que eu não gostava de ver os sapatos que havia calçado com o vestido que havia vestido, senhora minha afilhada intercede:
" Eu gosto de ti todos os dias madrinha. Tal como tu és - fofinhaaaaa!"

quarta-feira, 11 de março de 2015

Senhora minha afilhada.

(...) Antes deste telefonema a mãe da criança já me havia avisado da festa do Pai Nosso da criança. E de que no fim eu jantava com a senhora minha afilhada.
O telefone toca.
-Madrinha?
-Sim amor? Estás bem?
-Sim. Sábado vais à igreja por mim?
-Sim. A madrinha vai lá estar.
-Mas janta antes de ir.
-Tenho que jantar antes de ir? Já não é para jantar contigo?
-O jantar é só para os padrinhos. E tu és madrinha. Mas se quiseres empresto-te comer para esse dia.
(...)



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

[Bom dia.]

Simplificas a minha vida como eu própria queria ser capaz de simplificar. Sabes ser feiticeira e calar-me os olhos quando me dizes: "Tive saudades tuas madrinha."
E eu agradeço a suavidade com que me vais arrastando todos os dias entre o bom dia e a boa noite. 


domingo, 18 de janeiro de 2015

Para tudo se quer sorte. (e é bem verdade)

Hoje, eu esquecida da independência da afilhada grande, arfava com as voltas que tinha que dar à criatura para a conseguir vestir. Às tantas, depois de já estar toda vestida e já na altura de eu lhe calçar as meias, a criatura atira-se para trás no sofá, como se estivesse muito cansada, e atira: "Até que enfim que encontro alguém que faça as coisas por mim!"

...
...
...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Espero que já tenham as vossas árvores de Natal alucinadas.

A minha afilhada após olhar fixamente para a minha árvore de Natal como que à espera de uma resposta, diz:
- Madrinha, porque é que a tua árvore de Natal não está alucinada*?


(*Iluminada. Tentava a criança dizer. Julgo eu.)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

E caladinho? Estavas melhor.

Estávamos sentados à mesa quando a minha afilhada nos diz:
- Comprei presentes para dar aos meninos pobrezinhos.
O meu irmão para brincar com ela diz-lhe:
- Então eu vou receber um presente. Eu sou pobrezinho.
A minha afilhada quase que a saltar da cadeira, empina o dedo indicador para cima do meu irmão e diz-lhe:
- Tu não és um menino pobrezinho.
Tens um carro, uma casa, uma mãe, um pai, uma irmã, um gato e uma tartaruga.

(...) 
É preciso comentar?


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Rewind ao sábado passado ok?

Tinha para mim como definição de fim-de semana [s.m.|pouco tempo para descansar do muito que se faz durante a semana.] mas pelo menos neste, bem que me enganei. Lá intenso e cheio de actividade foi ele. As mais variadíssimas. (Dizer que fui fazer analises é preciso ou essa actividade já está implícita?)
Uma autêntica corrida que começou não com a filha (no meu caso), mas com a mãe, doente. Uns ligeiros 40 graus. Uma temperatura não muito agradável segundo me pareceu. A afilhada fazia anos, havia um jantar de amigos lá em casa, eu tinha uma consulta lá pelo meio e havia umas novidades a saber num café daqueles demorados com outros amigos. Só não foi preciso uma equipa de logística porque...acho que não conhecia nenhuma realmente boa.

domingo, 26 de outubro de 2014

Sete dedinhos de amor.

Amo-te filha dos teus pais, mas minha a(filha)da. Sete dedinhos de amor. Mas a amar-te desde o dia em que te soube minha. Parabéns cria de sua madrinha!









quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Afilhada, a Persistente!

Madrinha, no Sábado são os meus anos, eu quero que tu venhas, vou ter tudo do Frozen, mas quero as prendas todas da Violetta.
(Respirou a primeira vez)
Madrinha tens um papel e uma caneta para fazer a lista?
- Hmmm. Olá amor. Está tudo bem? Primeiro é isso que se pergunta às pessoas. Se está tudo bem com elas.
- Hmmm. Estou bem madrinha. E tu? Agora já tens o papel e a caneta?
- Sim. A Madrinha já tem o papel e a caneta.
- Então escreve assim:
 Lápis de Cor da Violetta;
 Caneta da Violetta;
 Porta-lápis da Violetta;
 Lápis de carvão da Violetta;
 Afiadeira da Violetta;
 Capa de elásticos da Violetta;
 Mochila da Violetta;
 Jogo da Violetta;

E a conversa continuou com a palavra-chave Violetta, ao que eu pude deduzir que a prenda pode ser qualquer coisa, desde que seja da Violetta!

sábado, 4 de outubro de 2014

Afinal ainda há quem contribua para a taxa de natalidade!

A minha a(filha)da mestre da persuasão, conseguiu com os seus bonitos olhos alimentados a cenouras, convencer-me a brincar com ela e com uma quantidade considerável de bonecas. Na mudança de trouxa entre um quarto e outro ela diz-me:
- "Madrinha, podes abrir-me a porta por favor? Estou cheia de filhas."

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Já devia saber que isto não é tarefa fácil!

Afilhada: -Madrinha onde vais?
Eu: -Fazer uma boa acção.
Afilhada: -O que é uma boa acção?
Eu: - A...a...a... (A resposta certa demorou a sair.)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Como é que um Ser tão pequeno faz amar tanto?

Tenho saudades da minha a(filha)da. Já não tem aquele cheiro a bébé. Mas é sempre a minha bébé. Já sabe tantas coisas. Tantas que eu não lhe ensinei. E é tão bom! Já sei do que gosta. É vaidosa! Tenho que lhe prestar contas do que visto, dos penteados que faço, e da maquilhagem que uso como nunca prestei a ninguém. Um aniversário tem que ter bolo. Uma festa tem que ter uma roupa "chira"(gira). Os brinquedos e os doces têm que ser partilhados. E eu partilho o meu amor por ela, com tantas outras pessoas, mas confesso que me dá vontade de ser egoísta. ♡




domingo, 29 de junho de 2014

Tardes de fim-de-semana.♣


G de Gostar.

Gosto de famílias. Gosto da minha. Gosto de amor. Gosto de amar. Gosto da minha pequenada. Gosto de beijos babados de ternura. Gosto de abraços que me "astrafegam". Gosto da minha afilhada que não quer o cabelo castanho, nem loiro, quer o cabelo amarelo. Gosto do meu primo que com 10 anos quer ir a raves porque vai gente maluca e é divertido. Gosto dos ciúmes da G. quando pego outra criança ao colo, mesmo que seja a prima. Gosto de ter mudado as fraldas ao G. e dele me ganhar no braço de ferro.
Gosto da casa onde somos felizes e gosto da casa que a G. desenhou.




segunda-feira, 23 de junho de 2014

Quem te criou criatura?

Afilhada pequenina (já foi mais que agora, mas pequenina na mesma), liga para mim muito indignada. Acho que Piaget ainda não caracterizou o estádio da indignação, mas deve estar para breve. Sendo que o dos porquês já foi estudado, este também já deve estar a ser. Depois da G. ter mostrado a sua indignação com o M. ser meu irmão, com a titi ser minha mãe, e mais umas quantas coisas, indignou-se agora com a minha ausência.
Telefona-me e mal atendo diz logo indignada (parece que a estou a ver com a sobrancelha arqueada): Madrinha porque é que ja não me vens visitar há tanto tempo e tenho que ser sempre eu a ligar para ti? (Oi? G.? Tens mesmo 6 anos?)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

É sobre amor? Sim. De (mãe)drinha.

Cheguei de leve ao pé de ti, hoje, enquanto dormias. Depressa te apercebeste de mim, e pediste o meu colo. Dei sem exitar. Agarraste-te a mim, como se eu fosse a tua âncora de protecção. Senti-te quente. Tapei-te, aconcheguei-te e deixei-te sossegar encostada a mim. Eu sei, é só febre, mas tu és minha e eu sou uma piegas. Pequena G. gosto de ti como gosta gente grande!