terça-feira, 3 de junho de 2014

O perfume do meu abraço.

Volto sempre aos cheiros. Volto sempre a incidir onde e como já fui feliz. E na verdade, não voltamos todos? Sou sensível a cheiros, a perfumes. Sou complicada, sou sensível a cheiros mais fortes. O perfume tem que durar na minha pele, mas não me pode estar constantemente a bater no olfacto e a lembrar-me que lá está. A minha roupa tem que ter o cheiro a amaciador, tem que ter a suavidade e a frescura da roupa lavada, mas sem que o cheiro seja mais forte que o da minha própria pele. Os meus cremes, têm que ter a textura de protecção que eu gosto, mas não o cheiro que me deixa impaciente. Durante anos, o cheiro dos meus abraços eram a perfume da Ralph Lauren, e a creme de rosto da Mustela. Aos 12, aos 14, aos 16 e aos 18, eram estes os cheiros que me acompanhavam nos abraços, que marcavam momentos e histórias, que me confundiam com os meus bebés. Com saudades deste bocadinho de bebé em mim, deste cheiro que me traz felicidade, e não me chateia a alma, voltei a ele. Estou aqui embevecida pelo conforto da minha pele, expectante quanto ao novos momentos em que este me acompanhará.

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