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quinta-feira, 7 de maio de 2015

"Uma vez Coimbra, para sempre saudade"

Fui Coimbra uma vez, e outra, e outra vez mais duas. Fui Coimbra durante cinco anos. Vesti orgulho, vesti tradição. Vivi como me foi possível, como gostava. Nunca fui de grandes farras, mas sempre fui de grandes momentos. Por isso guardo em mim saudade dos tempos que me fizeram feliz, e dos que menos feliz me fizeram mas que melhor pessoa me tornaram.
Aquando as doze baladas, que se respeite o silêncio da Serenata Monumental, que se soltem lágrimas sem vergonha e que se arrepiem corpos pela saudade certa de um dia terem sido, ou de estarem a ser, Coimbra.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Aos Estudantes, aos Finalistas, a Coimbra!

"Estas noites são deles, por mais sóis que se ergam.

A serenata desprende as lágrimas que os finalistas andaram a segurar. A bênção das pastas deixa-os pequenos, a querer o colo dos pais. O baile fá-los príncipes e princesas. O cortejo deixa-lhes a tristeza dormente. Como se quer.

Nas ruas ouve-se um fado, canta-se a saudade.

A vida de estudante chegou ao fim."

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[Isto é sobre qualquer coisa que ainda não defini.]

No mês de Setembro de 2009, dei entrada na Universidade, a Universidade de Coimbra. Não era uma Besta, que gritava ao Mundo com todo o entusiasmo que ali estava. A pouco e pouco, lá ia dando mais um passo, lá ia perdendo mais um medo, lá ia alinhando em mais uma ou outra coisa. Lá matei formigas a gritar, lá me ri, e lá me f*di. O meu A., perdeu a conta às latas de fanta de laranja que bebeu, para que eu tivesse o meu fato da Festa das Latas. As minhas meias cor-de-laranja, a minha chupeta, o meu "penico", e um sem número de trincas nos nabos dos "Doutores", marcaram a minha Latada. E de caloira, a "Doutora" foram meses. Poucos. Com os meus pais, e o meu irmão, num Sábado de Fevereiro, entrei na Toga. Os meus pais, perante a pergunta da senhora: "Precisam de ajuda?", afirmaram, "queremos comprar o traje para esta menina". Camisa branca, saia, capa, batina, e sapatos pretos. Sapatos desconfortáveis para caraças. Trajei pela primeira vez na Queima das Fitas, em 2010. Com um arrepio inexplicável, a minha madrinha traçou-me a capa à meia noite ao luar, junto da Porta Férrea. E senti aquela Academia da cabeça aos pés. Já várias vezes aqui confessei que o amor por Coimbra, foi crescente. Talvez amor verdadeiro. Amei Coimbra, quando esta, me deu realmente motivos para isso. Hoje, passados 5 anos, entrei na Toga, a Queima das Fitas aproxima-se a passos largos, e urge a necessidade do Kit de Finalista. Uma cartola, uma bengala, umas abas, uma flor, um laço, e uma nostalgia dentro de mim. Juntamente com um orgulho, escolhem a cartola mais acertada, escolhem a bengala mais delicada para a "menina". Obrigada Coimbra!