domingo, 5 de outubro de 2014

[...a preto e branco]

Há dias que acordam esquisitos. O banho da manhã não lava a alma, não leva a inconstância do momento nem a confusão da vida. O dia, o meu dia, começou assim. Um lado de mim adormecido há 12 anos, teve que acordar hoje, Morto. E outro, doente.

sábado, 4 de outubro de 2014

Hoje queria que fosse um destes dias!


Hoje apetecia-me ser esta criança. Acordar mimada e a fazer birra pela roupa que a minha mãe me queria vestir, e no fim de tantas lágrimas de birra tomar o pequeno almoço. Gostava de correr para o colo dos meus avós e dizer-me cheinha de fome para tomar outro pequeno almoço. Cevada com açúcar. Com tanto açúcar. Queria depois assobiar, bater palmas, dançar, estalar os dedos e rir. Rir muito. Porque afinal ser criança, é isso. Isso mesmo. Rir porque a nossa alma são sorrisos. São cores vivas e felicidade. Não são auras tristes, nem preocupações.

Afinal ainda há quem contribua para a taxa de natalidade!

A minha a(filha)da mestre da persuasão, conseguiu com os seus bonitos olhos alimentados a cenouras, convencer-me a brincar com ela e com uma quantidade considerável de bonecas. Na mudança de trouxa entre um quarto e outro ela diz-me:
- "Madrinha, podes abrir-me a porta por favor? Estou cheia de filhas."

São destes pormenores que eu gosto!





quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Obrigada por não me fazerem filha mais velha!

E eis que chegámos ao ponto do camiseiro ser a peça mãe do meu roupeiro. E eis que chegámos ao tempo em que o tempo não estica. Por isso, eu só tenho a dizer que nos dois minutos em que posso mandar uma mensagem para o meu irmão, é maravilhoso poder escrever:"Em cima da minha cama está uma camisa que preciso para amanhã de manhã. Hoje chego tarde, e amanhã saio cedo. Por favor passa-a a ferro. Obrigada."

Eu gosto daquilo que se me apetece. Isto é decoração de Outono.