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sábado, 26 de julho de 2014

Viva à variação de actividades!

Ora então, actividades desenvolvidas ao longo destes últimos dias. Festa da Vila e eu em casa a trabalhar. Festa na Cidade ao lado e eu em casa a trabalhar. Fogo de artifício e eu em casa a trabalhar. Muita gente na praia e eu em casa a trabalhar. Jantar de amigos e eu em casa a trabalhar. Perspectivas para os dias que se seguem, eu em casa a trabalhar.
Ò vida social, andais vós no auge!

terça-feira, 1 de julho de 2014

De qualquer das maneiras, seja bem-vindo senhor Julho.

Sei lá. Não quero ser insensível à chegada do mês de Julho, mas até agora, este mês não tem nenhum tipo de particularidade. E se for para ter uma particularidade má, mais vale não ter, e continuar a manter-se um mês anónimo.
Julho era há uns anos (talvez já muitos), mês de férias, mês de ir à praia, fazer castelos na areia, respeitar as horas de sol, caminhar, andar de bicicleta, juntar a família (mais vezes que o normal), fazer lanches grandes, molhar os pés, andar descalça a sentir o calor do solo. Mês das festas da Vila, mês dos amigos de longe estarem perto. Julho deixou de ser esse mês. As aulas prolongaram-se, e as férias encurtaram-se, começaram os exames, primeiro os de um ano, depois os do outro. Muitos outros anos assim, e Julho nunca mais ficou por conta das férias a tempo inteiro. Não fica nada por viver, mas ficam prioridades na vida.
Este ano Julho chegou. Mais incerto que nunca. E "agente" aguarda. E "agente" espera. Por vezes "agente" até desespera. Mas sorri. Sorri porque trabalhamos. (Temos trabalho). Mas desesperamos quando aguardamos que nos chamem para a prova do falamos agora em 60 minutos ou nos calamos para sempre. E talvez Julho venha a ter uma particularidade. E talvez para o ano, eu fale de Julho com uma particularidade de carinho.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Feira dos 30.

Na Vila onde eu moro ao fim-de-semana (agora só ao fim-de-semana) há a Feira dos 30. Nao tem segredo nenhum ser chamada Feira dos 30 para além do dia a que se realiza, mas tem essência, para mim. Desde sempre que gosto de ir, mas desde sempre que vou só quando o dia 30 calha a um fim-de-semana. A ida à feira não justificava a falta à escola. Nem as minhas nem as da M. para ir comigo. Hoje foi dia 30, dia de semana, e a M. meia de férias, foi há feira. Fez-me pensar, que cada vez mais, eu vou cada vez menos apesar de há semana nunca ter ido. Mas durante a semana trabalho, e ao fim-de-semana tenho cada vez menos tempo para amar tanto que tenho e tanto que amo. Sempre que ia tinha uma compra certa. Eram 4 natas, uma para cada um lá de casa, e 2 cavalos (bolinho fofo dessa forma), um para cada um dos meus avós. E dizia que "tinha" uma encomenda certa, porque agora já não o é. Ficam 2 cavalos por comprar. Porque há mesmo coisas que se vão perdendo. Primeiro os avós, depois as idas à feira, e depois a encomenda certa. Porque a vida, é incerta.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A verdadeira viagem!

Pronto, hoje na viagem de Coimbra até à minha Vila, que em carro particular demora cerca de 45 minutos, já tive que a fazer em mais de 1h30min por vir de autocarro. Como se não chegasse o desconforto dos bancos, as dores que eu trazia na coluna, e o sol a bater-me nos olhos semi-cerrados pelo sono e pelas olheiras de metro e meio, num autocarro de alguns 50 lugares, em que mais de 30 iam desocupados, tinham que se sentar mesmo à minha frente, as "verdadeiras personagens". Duas pessoas, uma de sexo masculino, e outra de sexo feminino, na casa dos 70 anos. Do lado da janela(do meu lado) sentou-se a senhora, do outro lado, o senhor. Mal entra no autocarro, atira-se para o lugar, e grita "Ai Manel Manel que este assento é tão baixo!". Vi logo que vinha ali coisa sossegada, que ia perfeitamente deixar-me dormir. A senhora ia muito agitada, num belo de um monólogo. O senhor apenas sorria e grunhia algo muito de vez em quando.
Olhando pela janela a senhora, falava sem dar oportunidade de resposta ao senhor, e dizia:
- "Olha uma terra tão linda de alho francês...ou é couve de nabo?"
-" Ai uma cabrinha que se soltou, passa um carro e dá uns bons bifes."
-"Ai Manel Manel".
(Isto sem o senhor dizer um único ai, e tudo de seguida.)
-"Aquela jeropiga era uma classe. Há gajos que sabem fazer as coisas!"
-"Quinta ficas lá no Hospital Manel, só tens que levar umas cuequitas e uns chinelos. Elas lá dão-te pijama e banhinho como aos bebés."
-O Manel riu a primeira vez. E ela continua o seu animado monólogo.
-"Ai Manel, quando a tua mulher for velha, diz assim para ti :"Põe a fralda, tira a fralda à hora que eu quiser( e isto cantado por ela com a música do Quim Barreiros.)
-"Eu gostava era de conhecer a mulher dele. Deve ser cá uma brasa. Mas eu também estou cada vez mais suave."
Pronto, e isto é apenas um exemplo. Continuou. Durante 1h30min ouviram-se verdadeiras pérolas, frases amorosas, sem qualquer tipo de calão ou "brejeirices".
Dormi um mimo está claro!