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sexta-feira, 18 de julho de 2014

É 007?

Senhora no autocarro, em alto e bom som diz (ou será que grita?!)
-Tomar banho é uma missão impossível.

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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Hoje sinto-me nua!

Não nua no sentido da vestimenta, da toilette. Dessa parte, bem ou mal, estou vestida! Mas, dizem que são os filhos que mudam as rotinas das mães, dos pais, das famílias, mas sendo eu que eu não tenho filhos, o que muda mesmo a minha rotina, é o autocarro! Raios o partam, está armado em noiva em dia de casamento. Se o noivo lá não está no altar à sua espera, a noiva põe-se a andar. O autocarro faz o mesmo. Se eu lá não estou à espera dele a tempo e horas,  passa, e nem rastos deixa. Nem um ramo de flores deixa por descuido para trás, a dar ares de por lá ter passado. Pronto, sendo assim um ingrato, o melhor,  quer dizer, o obrigatório,  é estar a tempo e horas na paragem. E por isso, hoje, qual creme na cara, qual creme nas mãos,  qual perfume,  qual acessório. Eu e a minha mala, ao ombro, a correr, e foi se quis. Nunca me tinha acontecido. Sinto-me despida dos cheiros que me caracterizam. Acho afinal, que não tenho ainda a mala com toda a tralha necessária.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Uns bons 5 minutos!

Foi o tempo que vi televisão hoje, só mesmo para não dizer que não vi. Já vi uma farturinha! A verdade é que me sinto inculta, sem tempo para ver notícias, onde quer que seja!  Começar ao menos a ler as letras gordas nos jornais dos senhores que vão ao meu lado no autocarro!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A verdadeira viagem!

Pronto, hoje na viagem de Coimbra até à minha Vila, que em carro particular demora cerca de 45 minutos, já tive que a fazer em mais de 1h30min por vir de autocarro. Como se não chegasse o desconforto dos bancos, as dores que eu trazia na coluna, e o sol a bater-me nos olhos semi-cerrados pelo sono e pelas olheiras de metro e meio, num autocarro de alguns 50 lugares, em que mais de 30 iam desocupados, tinham que se sentar mesmo à minha frente, as "verdadeiras personagens". Duas pessoas, uma de sexo masculino, e outra de sexo feminino, na casa dos 70 anos. Do lado da janela(do meu lado) sentou-se a senhora, do outro lado, o senhor. Mal entra no autocarro, atira-se para o lugar, e grita "Ai Manel Manel que este assento é tão baixo!". Vi logo que vinha ali coisa sossegada, que ia perfeitamente deixar-me dormir. A senhora ia muito agitada, num belo de um monólogo. O senhor apenas sorria e grunhia algo muito de vez em quando.
Olhando pela janela a senhora, falava sem dar oportunidade de resposta ao senhor, e dizia:
- "Olha uma terra tão linda de alho francês...ou é couve de nabo?"
-" Ai uma cabrinha que se soltou, passa um carro e dá uns bons bifes."
-"Ai Manel Manel".
(Isto sem o senhor dizer um único ai, e tudo de seguida.)
-"Aquela jeropiga era uma classe. Há gajos que sabem fazer as coisas!"
-"Quinta ficas lá no Hospital Manel, só tens que levar umas cuequitas e uns chinelos. Elas lá dão-te pijama e banhinho como aos bebés."
-O Manel riu a primeira vez. E ela continua o seu animado monólogo.
-"Ai Manel, quando a tua mulher for velha, diz assim para ti :"Põe a fralda, tira a fralda à hora que eu quiser( e isto cantado por ela com a música do Quim Barreiros.)
-"Eu gostava era de conhecer a mulher dele. Deve ser cá uma brasa. Mas eu também estou cada vez mais suave."
Pronto, e isto é apenas um exemplo. Continuou. Durante 1h30min ouviram-se verdadeiras pérolas, frases amorosas, sem qualquer tipo de calão ou "brejeirices".
Dormi um mimo está claro!