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segunda-feira, 24 de março de 2014
(O silêncio, tem sempre uma razão de ser)
Queria poder crepir mágoas, daquelas mágoas passageiras. Daquelas que crepimos sem razão, daquelas que têm que ser crepidas, para que tudo tenha um bocadinho de agitação e se quebre o silêncio. Queria poder dizer, que a minha mágoa, era uma qualquer banalidade. Desta vez, não há qualquer tipo de banalidade escondida nesta ausência. Há sim, um grande motivo, pelo qual estou em silêncio, pelo qual estou calada em mim, e a apoiar-me nos meus! E este, é o mais forte. Mais forte que todos e qualquer um. As maiores facadas que a vida me podia ter dado, já deu, achava eu (queria acreditar), porque dessas já tinha a dor curada, porque dessas já estava livre de sobresaltos, e dessas facadas até às próximas, seria um longo caminho, e um caminho que eu saberia percorrer. Com maturidade, com força, com visões de margaridas e erva macia. A verdade, é que os caminhos que percorro agora, não são esses. Não são de todo, esses. Os de agora, são os mais aridos, os mais duros. Sei agora, não pensar em longos caminhos, contar cada segundo, dar valor a cada nano-segundo, porque todos contam, para que o coração dele, aguente. Para que o coração dele, saiba ser forte, para que supere os danos, através do amor, daqueles que criou. Daqueles, do qual ele é, a raíz. Como se fosse a minha familia, uma árvore, como se fosse ele a raíz, os filhos as flores, e nós, os netos, os frutos. Frutos daquilo que eles plantaram. Um amor, sem fim. Guardo agora, guardo já, a saudade do teu coração, sem sobressaltos.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Mão à palmatória!
Acho que sim, acho que tenho que dar a mão à palmatória. Não fui feita, criada, ou concebida, para estar oito horas por dia, aqui. Não aqui em particular, mas em locais fechados em geral. Não estou para aqui a crepir mágoas, ou a ser mais uma de mal com a vida. A verdade, é que os últimos dias me têm dado que fazer(não me estou a queixar disso), e me têm dado que pensar. E entre uma e outra, só consoante os dias, é que a morte que assumem se diferencia. Acho que fui feita para mais do que estar aqui. Aqui ou em qualquer outro lugar, em que seja preciso estar apenas na frente de um computador. Fui feita, criada, ou concebida, para estar diante gente que quer falar, diante gente que quer sorrir, diante gente que quer fazer pela vida, ou da vida, uma vida mais feliz. Gente que a feliciade dos outros não os incomoda, que o pensamento dos outros não as chateia, e a música dos que os rodeiam, não lhe fazem doer os pés. Sim, os pés!
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