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segunda-feira, 24 de março de 2014

(O silêncio, tem sempre uma razão de ser)

Queria poder crepir mágoas, daquelas mágoas passageiras. Daquelas que crepimos sem razão, daquelas que têm que ser crepidas, para que tudo tenha um bocadinho de agitação e se quebre o silêncio. Queria poder dizer, que a minha mágoa, era uma qualquer banalidade. Desta vez, não há qualquer tipo de banalidade escondida nesta ausência. Há sim, um grande motivo, pelo qual estou em silêncio, pelo qual estou calada em mim, e a apoiar-me nos meus! E este, é o mais forte. Mais forte que todos e qualquer um. As maiores facadas que a vida me podia ter dado, já deu, achava eu (queria acreditar), porque dessas já tinha a dor curada, porque dessas já estava livre de sobresaltos, e dessas facadas até às próximas, seria um longo caminho, e um caminho que eu saberia percorrer. Com maturidade, com força, com visões de margaridas e erva macia. A verdade, é que os caminhos que percorro agora, não são esses. Não são de todo, esses. Os de agora, são os mais aridos, os mais duros. Sei agora, não pensar em longos caminhos, contar cada segundo, dar valor a cada nano-segundo, porque todos contam, para que o coração dele, aguente. Para que o coração dele, saiba ser forte, para que supere os danos, através do amor, daqueles que criou. Daqueles, do qual ele é, a raíz. Como se fosse a minha familia, uma árvore, como se fosse ele a raíz, os filhos as flores, e nós, os netos, os frutos. Frutos daquilo que eles plantaram. Um amor, sem fim. Guardo agora, guardo já, a saudade do teu coração, sem sobressaltos.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

É esta a danada que eu tanto quero!


                                  Tiger

Não há Amor como o Primeiro!

Saí de casa, para ir ao Centro Comercial, desejosa de que a árvore de Natal que eu à tanto tempo vejo no catálogo publicitário, já tivesse chegado. Tenho a esperança, de que seja esta, a árvore que, vai fazer a diferença e que vai ser uma das responsáveis por eu olhar isto com outros olhos, porque me parece capaz de trazer qualquer tipo de magia no seu cerne. Para minha desilusão, quando cheguei à loja, fui informada, de que ainda não chegou. Talvez amanhã. Ainda procurei outras árvores, outras lojas, mas não há amor como o primeiro. E para mim, não há maior verdade que essa. Não me deixei convencer por mais nenhuma! Hás-de ser tu a vir viver cá para casa, e olha que não é assim tão mau quanto isso, tens aquecimento no Inverno, e Ar condicionado no Verão (já vais estar arrumada, mas ficas a saber com aquilo que podes contar). Com um pouco de sorte ainda arranjo un pequeno presente para colar mesmo debaixo dos teus ramos, e assim, ficas em pleno uso das tuas capacidades.