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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

O AMOR É QUE NOS MOVE. 12:12 ❤

Lembram-se da Constança? Eu não me consigo esquecer. Foi na quarta-feira que a conheci. Estava ansiosa. saí mais cedo do trabalho e voei pela chuva até ao DNA. A C. esperava-me cá fora de guarda chuva aberto, assim como os seus braços, abertos para me receber e abraçar. A cada passada em direção ao DNA, o meu coração batia entre um compasso de música e um passo de dança. Estava feliz. Fui levada por corredores, até à sala onde dançava a pequena Constança desde as 14h. Conheci a T., a actual professora da Constança , que de sorriso nos lábios me agradeceu a abraçou. A T. chamou a Constança que imediatamente sorriu (tem um sorriso arrebatador) e se moveu em passadas delicadas até nós. Após um suspiro bem fundo e depois de ter percebido que eu vinha do melhor Bairro do Mundo, a Constança disse "Obrigada" e abraçou-me como eu acho que toda a gente devia ser abraçada. Com força e perentoriedade. Dei-lhe colo.
O resto são coraçãoes.
São mesmo.
São os corações do Bairro a quem eu agradeço existir.
(E onde vivo com orgulho na porta 52)

❤

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O Amor é que nos MOVE!

A Liliana é a mulher que eu desconfio que não dorme. É a portadora das boas notícias. É a dona disto tudo. É a pessoa prática. Pão-pão, queijo-queijo e vamos em frente que atrás vem gente. Perguntou-me se podíamos falar. Se lhe dava 15 minutos e depois lhe podia ligar. Disse-me "vai vendo isto aqui" e abandonou o campo. Eu abri o link. Derreti-me primeiro com o sorriso da Constança, depois com a "causa" da Constança. Não sabia nada. Não conhecia a história. Não lhe sabia a dimensão. Nada.
A Liliana depressa me explicou que a Constança tem 11 anos e está apurada para as finais da maior competição de Ballet do mundo para jovens em NY entre 22 e 29 de abril de 2016, e que o Bairro do Amor vai custear na integra o valor da ida da Constança que como se prevê fica muito despendioso e a familia da Constança não tinha como conseguir suportar o encargo.
A escola de dança onde a Constança mostra todos os dias o seu talento, também já tinha colocado mãos à obra e promovido um crowfunding "Todas as grandes caminhadas começam com um pequeno passo de dança." (Uma das frases que ecoou durante todo o dia na minha cabeça) mas estava longe de conseguir o montante necessário para a Constança realizar o sonho.
O Bairro do Amor vai fazê-lo.
O Bairro do Amor vai concretizá-lo.
O pedido que a Liliana me fez, ainda vai permanecer em segredo durante mais algum tempo, mas... "O AMOR é que nos move" e para a semana vou conhecer a Constança pessoalmente.





quinta-feira, 5 de março de 2015

O Bairro do Amor, continua de portas abertas.



"Quando a Ana (minha filha) celebrou o seu primeiro aniversário decidimos (eu e o meu marido) organizar uma festa de aniversário solidária. Naquele 10 de janeiro de 2013, o dia mais quente do ano, no espaço gentilmente cedido pelo Clube VII cake designers, pasteleiros profissionais, pasteleiros amadores, animadores, voluntários sem fim e marcas amigas juntaram-se para proporcionar a toda a comunidade que se quis juntar à festa uma tarde inesquecível. Em troca? A Ana não queria presentes, apenas que os seus convidados se inscrevessem como potenciais dadores de medula óssea e doassem sangue. Foi, provavelmente, um dos dias mais felizes de sempre!" 

Este excerto de texto, faz parte do muito que ela (a Ursa) tem feito. Na integra aqui.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

365 dias em poucas palavras:

Terminei o Mestrado;
Assinei o meu primeiro contracto de trabalho;
Recebi o meu primeiro ordenado;
Visitei sítios bonitos;
Cresci profissionalmente;
Partilhei a minha vida com quem amo;
Perdi o meu avô;
Tornei-me voluntária no Bairro do Amor;
Cheguei ao Hospital de ambulância;
Gozei férias em família;
Comprei as prendas de Natal com o dinheiro ganho por mim;
Conheci gente (muito) boa;
Adoptei um gato;
Engordei;
Tracei rotas;
Realizei objectivos;
Aprendi a dar (ainda mais) valor à vida;
Baptizou-se o benjamim da família;
Deixei de ser estudante;
Aprendi a gostar de café;
Amadrinhei uma criança;
Viciei-me em sushi;
Aprendi a gostar de conduzir;
Tive um casamento Real;
Tornei as minhas idas ao café em noites infindáveis;
Venha 2015!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estou dentro de um Bairro: o Bairro do Amor.

O Bairro

O Bairro do Amor sempre existiu.
Martin Luther King disse um dia “I have a dream“. Aqui pelo Bairro “we have a dream“. Tínhamos todos, cada um de nós, este sonho: o de participarmos activamente no Mundo, agirmos sobre ele, habitá-lo como se fosse um bairro,  E depois reconhecemo-nos e todos os sonhos individuais se cruzaram naquele que é um sonho colectivo, uma aspiração comunitária. E percebemos que, embora cada um de nós tivesse este sonho trancado em si, bastou abrirmos as janelas e irmos à varanda das nossas vontades e batermos com os olhos nos outros vizinhos. De repente, janelas abertas, éramos muitos, num sonho comum. Vizinhos uns dos outros neste bairro do amor.
E convocámos reuniões de condomínio a céu aberto, deixámos palavras escritas nas caixas do correio uns dos outros, partilhámos segredos e sonhos, sempre sonhos, como quem partilha o lugar onde esconde a chave sobressalente (é que nem sempre fica debaixo do tapete de entrada).
A 4 de Dezembro passámos a existir como um todo e reunimo-nos à volta do coreto, de mãos dadas a ver o sonho materializar-se neste bairro. O Bairro que sempre existiu em nós: na Liliana, no Paulo, na Filipa, na Maria, na Flávia, na Rita, no Rui, na Sandra, na Ana Araújo, na Bé, na Ana Luísa, na Mariana, na Ana Póvoas, no Bruno e – quem sabe? – também dentro de si. “Vizinho de nós”.
Porque, como diz o cantor, “há sempre lugar para mais alguém!”
Contamos consigo?
Sim? Sim? Sim? Então aqui! (Toca a mexer!)