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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Queremos tudo menos estar iguais!
Nunca queremos estar iguais. Nem estar iguais aos outros, nem estar iguais ao que estamos, ou ao que já estivemos. Hoje caminhava rua fora, e passava por um edifício espelhado. Passo apressado, é o meu, é o normal, é o costume. Tenho sempre pressa no andar. Ao olhar-me no edifício espelhado, reparei no meu cabelo, apanhado (o tempo meio esquisito, permite-me que seja esquisito definir a vestimenta, e com o calor que estava, apertei o cabelo). Apesar do cabelo apanhado, notei-o comprido. Senti-me contente de o ter tão comprido, até porque tendo eu o cabelo encaracolado, nunca dá para perceber realmente o tamanho dele, a menos que esteja esticado (não vou muito nessa). Pensei então que há um ano a trás, estava exactamente assim, e chegado a Agosto, levou um corte de que até aí não tinha memória. Depois do corte e das exclamações: Uau, que diferente! Uau! uau! A lembrança passa. E daí a duas semanas estava feita Madalena arrependida por ter feito aquilo ao pobre do cabelo. Agora que voltou a estar comprido, temo que a ideia que me possa vir a assombrar, seja exactamente a mesma de Agosto passado.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Madalenas
Para além de gostar do nome Madalena, gosto das eternas existentes madalenas, o queque. No outro dia no supermercado, dizia que me apetecia "alguma coisa boa", é a expressão que uso para dizer que quero alguma coisa doce, mas não faço ideia do que possa ser. Significa também que para além disso, posso dar voltas e voltas no corredor dos doces, e não me decidir. Mas nesse dia, entrei pelo corredor, e imediatamente, saltou à vista uma emabalagem de madalenas, como que dispostas pelo marketing comercial, e eu, arregalei os olhos, e nem fiz questão de escolher as madalenas X e Y. Trouxe mesmo aquelas madalenas que me tinham feito arregalar os olhos. Agora, estou para aqui deliciada a comer madalenas, e a beber leite com chocolate. Acho que estou em modo Neuza Infantilizado, que depois de um dia de trabalho, sabe sempre bem deixar o lado sério de parte. Voltando às madalenas, ou eu tinha mesmo saudades disto, ou estas são realmente iguais às da minha infância.
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