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segunda-feira, 27 de abril de 2015

[Acredito em finais felizes]

Sabem a casa onde viveram durante mais de 60 anos? Sabes avó a casa que já era do teu pai? Aquela onde criaste o teu irmão como se teu filho fosse quando a Guerra quase o levou. Sabes avô aquela onde entravam todos os dias dezenas de pessoas à tua procura? Aquela onde tu viste os teus filhos crescerem. Sabes avó aquela cafeteira já negra de tanto uso? Aquela onde tua fazias a melhor cevada que eu alguma vez bebi. Sabes avô aquele jardim que tu mantinhas florido todo o ano? Aquele onde delimitavas o espaço com canas para eu não estragar uma única flor. Sabes avó aquela broa frita que tu me fazias com a broa que sobrava? Aquela que eu nunca comeria se não fosses tu a fazê-la. Sabes avô aquela gamela onde tu amassavas a massa da broa? Aquela que eu tanto queria para brincar como se fosse plasticina. Sabem avós esta casa onde vivemos tudo isto? Onde fomos sempre tão felizes? Não é nada do que já foi um dia. Sabes avó, começou por ruir quando te mudaste da terra para o céu. Sabes avô, ruiu por completo quando chegou a hora de também tu te mudares. Acredito que seguiste as pisadas da pessoa que amaste durante uma vida e acredito em finais felizes.

sábado, 7 de junho de 2014

segunda-feira, 12 de maio de 2014

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Coisas boas que me lembro!

Eu era pequenina, e tu pegavas em mim ao colo. Levavas-me para a carpete verde da sala e deitavas-te comigo lá,  no chão. Coçavas-me as costas, até eu, que era um toiro desembolado, acalmar e adormecer com a ternura do teu mimo!