Vão perceber que agora vos escrevo de alma lavada. Agora que acomodei a cabeça nas almofadas e que passei a palavra ao coração. Agora que descanso a ouvir Beethoven e que espero que o sono me leve para as estrelas. Agora que disse tudo menos um até amanhã,
Até amanhã.
E ficou dito.
(Aos meus avós)
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sexta-feira, 30 de outubro de 2015
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
29-10-2015
Sou feliz de cada vez que me perguntas em qual das almofadas é que eu quero dormir. [vou escolher sempre os teus braços.]
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
A felicidade não tem que estar na realidade. Só tem que existir em nós.
Chove lá fora e na esperança de que sejam estrelas, aconchego-me cá dentro. [A felicidade não tem que estar na realidade. Só tem que existir em nós.]
Às minhas duas vidas.
Escrevo-te sem que hoje seja uma data especial. Escrevo-te porque as saudades existem todos os dias e isso basta-me. Escrevo-te porque o meu coração se desorganiza e o teu olhar orienta-me. Escrevo-te num chão que nunca chegaste a pisar, mas que me ampara a par contigo. Mudou tanta coisa. Mudou tudo. A minha vida contigo ao meu lado. A minha vida com o pensamento em ti. Vivo duas vidas numa. E era tão mais feliz na primeira. À minha avó.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
A nú sou isto.
Muita imperfeição. Muitos cabelos despenteados. Muitas
palavras feias. Muita desorganização no meio de muito esquecimento. Muitas
conversas por completar. Muitas mensagens por responder. Muitos risos a
ecoar. Muito cabeça no ar. Muito deixa andar. Muitos querer. Muito viver. Muito disto sou tão eu,
grata por cada dia que passa.
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