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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

[Um dia faremos sentido]

Abraçamo-nos para calar as palavras que nos vão doer na alma. Falamos com os olhos para que a voz não nos trema. Não levantemos suspeitas de amores que achamos secretos. Mas que na verdade já todos os viram. Todos menos nós. Continuamos a trocar as mensagens esporádicas. A medo, a desejar um bom dia. A medo a desejar uma boa semana às segundas e um bom fim-de-semana às sextas. A medo. Tudo a medo. Sempre a medo. Preferimos não fazer sentido e falar do tempo a perder tempo. Achamo-nos secretos e escondidos até um do outro. E morremos um pelo outro. Ansiamos em segredo vir a fazer sentido. [Um dia faremos sentido]

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

11.11.2015

-És como um relógio.
-Como assim? 
-Sinto as batidas do teu coração.
-Não te sei perceber. 
-Sei que está na hora de ires embora quando a tua pulsação acelera. 

[E a vida é tanto em tão pouco]

Gostava de ter habilidade nas mãos para manusear as palavras e descrever o Mundo e a vida como os meus olhos a vêem.
O sol de Inverno no Verão de São Martinho, realça as imperfeições do rosto (e eu gosto tanto). Aquece o corpo, carrega baterias e devolve energias. E eu não sei explicar a felicidade dos raios de sol, o prazer de uma tosta mista à hora de almoço e o café na esplanada do café mais perto.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

30-10-2015

Há cafés que me sabem pela vida, e há vidas que me sabem a café. Encontro-te no cheiro a café pela manhã pela tarde e em qualquer altura do dia. Nos dias, todos os dias, consigo sempre ver-te, imaginar-te e pensar-te [pelo cheiro a café]. Pensar que um dia não gostei desta nicotina encapotada, faz-me achar que descartei nesse tempo, a hipótese de amar. Seja ele quem (qual) for.

Até amanhã. E ficou dito.

Vão perceber que agora vos escrevo de alma lavada. Agora que acomodei a cabeça nas almofadas e que passei a palavra ao coração. Agora que descanso a ouvir Beethoven e que espero que o sono me leve para as estrelas. Agora que disse tudo menos um até amanhã,
Até amanhã.
E ficou dito.

 (Aos meus avós)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

29-10-2015

Sou feliz de cada vez que me perguntas em qual das almofadas é que eu quero dormir. [vou escolher sempre os teus braços.]

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ao amigo para sempre.

Gosto de inspirar e sentir o cheiro do perfume com que te beijei esta manhã. Do mesmo que tinha quando discretamente me agarraste nas mãos e aquele que disseste sentir quando de forma sublime e delicada me abraçaste. Tinha saudades tuas. Meia dúzia de olhares atentos e não vale a pena tentares calar mais nada a não ser o coração que fala através dos teus olhos. Sempre meigos. Sei isso de ti. Como sei muitas outras coisas que descobri por me deixares. Ao amigo para sempre.