- Não sei se há uma forma certa para o fazer.
- Mas há uma maneira certa para o querer.
- Com o coração. Eu quero-o com o coração.
- Então sabes o que é estar certo.
sábado, 7 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
[Por estes dias]
Dia após dia, o tempo encurta e anoitece à hora em que nos dias grandes ainda bebiamos limonada e comiamos crepes. Saio de casa cedo, sem hora para chegar e vejo nessa incerteza uma das maiores beneces dos meus dias. (Tenho que os saber olhar, tenho que os saber ver). Pelo sim pelo não, na incerteza dos dias e na incerteza do tempo, há livros que fazem tantos quilómetros quanto eu, que carrego na mala, nos braços e nas mãos. Aguardo. E abraço as oportunidade que me são dadas de os abrir e de lhe devorar as páginas: comer palavras, absorver amor e respirar a inspiração alheia - passo a redundância.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
[De quem nos quer tanto bem]
Faz-me feliz abraçar-te. Sentir que vens de longe para o fazer, sentir que evocas esforços para nos termos, que somos metades e que juntos somos inteiros.
Temos ambos umas vidas loucas (talvez como nós).
Juntamo-nos nas horas em que a cidade dorme, mas nós não. Rimos enquanto comes gelado como uma criança e te dizes mais feliz que nunca, choramos o nosso cansaço e serenamos tudo quando nos abraçamos. Os teus cabelos dourados encostam nos meus caracóis morenos e os teus olhos verdes fecham a sentir e a precisar tanto daquele abraço quanto eu.
Temos ambos umas vidas loucas (talvez como nós).
Juntamo-nos nas horas em que a cidade dorme, mas nós não. Rimos enquanto comes gelado como uma criança e te dizes mais feliz que nunca, choramos o nosso cansaço e serenamos tudo quando nos abraçamos. Os teus cabelos dourados encostam nos meus caracóis morenos e os teus olhos verdes fecham a sentir e a precisar tanto daquele abraço quanto eu.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
[as histórias felizes nunca têm fim]
Não sabias no dia em que me viste pela primeira vez, o quanto eu era desorientada.
Sei que não te lembras desse dia tão bem quanto eu. Assim como eu te deixei descobrir que era desorientada, tu deixaste-me descobrir que és esquecido.
Cheguei sem saber que tu ali estavas(e que existias) e já vinha desorientada. Desoriento-me quando estou atrasada, e já estava.
Cheguei a rir-me, a compor apressadamente tudo quanto eram golas de camisas e casacos, a secar cabelos que apanharam pingos de chuva e completamente atrapalhada. Tirei os olhos da minha concentração desconcentrada e imediatamente embateram em ti. Petrificaste perante mim. Petrifiquei perante ti. Curiosamente senti-me envergonhada. Não sabia se tal como eu, não me esperavas, ou se estavas perplexo com a minha forma estranha de me apresentar ao trabalho. Apostava tudo na segunda hipótese antes da primeira conversa. [As histórias felizes nunca têm um fim.]
Sei que não te lembras desse dia tão bem quanto eu. Assim como eu te deixei descobrir que era desorientada, tu deixaste-me descobrir que és esquecido.
Cheguei sem saber que tu ali estavas(e que existias) e já vinha desorientada. Desoriento-me quando estou atrasada, e já estava.
Cheguei a rir-me, a compor apressadamente tudo quanto eram golas de camisas e casacos, a secar cabelos que apanharam pingos de chuva e completamente atrapalhada. Tirei os olhos da minha concentração desconcentrada e imediatamente embateram em ti. Petrificaste perante mim. Petrifiquei perante ti. Curiosamente senti-me envergonhada. Não sabia se tal como eu, não me esperavas, ou se estavas perplexo com a minha forma estranha de me apresentar ao trabalho. Apostava tudo na segunda hipótese antes da primeira conversa. [As histórias felizes nunca têm um fim.]
domingo, 1 de novembro de 2015
01-11-2015
Pediste-me que não te deixasse um único minuto. E eu pedi-te por favor, que nem um único segundo.
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