Andam a fazer-me acupuntura. Coisa que não sei quê e não sei como, e eu até explicava e dava explicações de quê e porquê. Mas não me apetece. A L., é a responsável por eu me ter tornado faquir. Ela é toda fofinha, mas lá pelo meio, qualquer coisa que eu lhe tenha dito a deve ter magoado até às entranhas mais profundas, e ela vingou-se. Ela encarrega-se de tratar de mim, (isto é o mesmo que dizer que ela me está a espetar toda), enquanto eu descontraio um bocadinho, deitadinha e sossegadinha, coisa rara de se ver. Como também não há muito (para não dizer nada) que se possa fazer durante aquele tempo, o auge da sessão, é quando eu pergunto quantas agulhas tenho naquele dia e que depois na hora de serem tiradas contamos de forma monocórdica para ver se eu não me torno num bolo rei dos tradicionais, com direito a brinde, a fava e tudo quanto haja no Mundo dos bolos rei. No sábado (dia a que geralmente tenho sessão), a L. vinha completamente virada do avesso, vinha coisa para o esquisito, assim para o desconcentrado. (Em modo drama queen diria: Cheguei a temer pela minha vida.) Ela já adivinhando a pergunta que eu iria acabar por fazer, diz: Hoje tens 26 agulhas.
(Está bem. É-me igual ter mais uma ou menos duas.)
Quando chegou a hora de as retirar, lá começámos de forma monocórdica a contar: 1,2,3..15...20..26. E parou!
Preparei-me para me despedir dela, e um tendão da perna esquerda fez-me acreditar que não a queria ver pelas costas. Raio de uma agulha esquecida lá. Havia uma vigésima sétima. Sabendo que a L. geralmente coloca as agulhas de forma simétrica, não deixei que ela se fosse embora sem eu revistar a perna direita. E lá estava. Brinde. Uma vigésima oitava agulha.
A rapariga que não vinha boa, desfez-se em desculpas e eu quando senti que já nada me estava a doer, deixei-a ir.
De bem com a vida, fui sentar-me em frente à lareira, mais enrolada que uma minhoca, e preparava-me para ler confortavelmente, quando senti umas picadinhas na barriga. (Pensei para mim: És uma picuinhas, ao tempo que já foi e ainda estás com a mania de que aí foste picada. Caladinha para que não me chamam-se picuinhas, decidi não exteriorizar o pensamento mas pelo sim pelo não levantei a camisola para ver.) Ok. Tinha uma agulha completamente espetada na barriga. Tudo quanto podia espetar, espetou. (Abençoada protecção da agulha, que chegando a determinada parte não deixa que a agulha se entranhe mais.) Eram portanto, 29 agulhas. Eu avisei que ela este Sábado não vinha boa!
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segunda-feira, 10 de novembro de 2014
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Esta noite foi mesmo daquelas...
...em que me deitei e não dormi um único minuto. Fantástico! Os meus maiores agradecimentos à minha anca, à minha perna, direita, deixo bem claro qual delas foi porque tem um interesse relevante. Aproveito também a onda de agradecimentos, para agradecer à minha cervical, que também deu uma ajuda ao meu descanso nocturno, e aos senhores das obras da casa ao lado pelas marteladas logo às 8 horas da manhã,que ajudaram ao meu descanso matinal. Rico sofá, aguenta a minha sesta, anca, perna, cervical, aguentem o meu sorriso de felicidade enquanto descanso pelo menos um bocadinho, sem dores. Prometo logo já vos dar mais fisioterapia! Não sejam egoístas, cada um tem os mimos à sua hora! Agora deixem que sejam os meus. Estamos entendidos? Há acordo possível? Se não houver, espeto com vocês nas urgências e aí que se entendam com aquilo que vos quiserem fazer, que eu não tenho nada a ver com isso!
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